Rifampicina + Haloperidol
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis de haloperidol, podendo levar à perda do controle de sintomas psicóticos ou agitação. A redução pode ocorrer em dias a semanas após o início da rifampicina.
⚙Mecanismo
O haloperidol é metabolizado pelo CYP3A4 e é substrato da glicoproteína-P (P-gp). A rifampicina é um potente indutor do CYP3A4 e da P-gp intestinal e hepática. Um estudo em pacientes mostrou que a rifampicina reduziu os níveis séricos de haloperidol em 50-70%, com recaída de sintomas psicóticos em alguns casos.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se for essencial, monitorar atentamente o estado mental e aumentar a dose de haloperidol conforme necessário, tipicamente dobrando ou triplicando a dose (ex.: de 5 mg/dia para 10-15 mg/dia). Ajustar a cada 3-5 dias com base na resposta. Após a retirada da rifampicina, reduzir o haloperidol gradualmente para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, agitação) e efeitos adversos (sedação, rigidez, acatisia). ECG com QTc basal e após ajustes de dose, devido ao risco de prolongamento do intervalo QT. Considerar TDM de haloperidol, visando níveis séricos de 5-15 ng/mL.
↺Alternativas
Trocar a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa ao haloperidol, considerar um antipsicótico atípico com menor dependência do CYP3A4, como a olanzapina (substrato do CYP1A2) ou a paliperidona (excreção renal significativa), embora a olanzapina também possa ter seu metabolismo induzido pela rifampicina via CYP1A2.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Kim YH et al. J Clin Psychopharmacol. 2003;23(3):281-6.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Haloperidol?
A combinação de Rifampicina com Haloperidol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis de haloperidol, podendo levar à perda do controle de sintomas psicóticos ou agitação. A redução pode ocorrer em dias a semanas após o início da rifampicina. Evitar a coadministração. Se for essencial, monitorar atentamente o estado mental e aumentar a dose de haloperidol conforme necessário, tipicamente dobrando ou triplicando a dose (ex.: de 5 mg/dia para 10-15 mg/dia). Ajustar a cada 3-5 dias com base na resposta. Após a retirada da rifampicina, reduzir o haloperidol gradualmente para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva.
Rifampicina e Haloperidol interagem?
Sim, Rifampicina e Haloperidol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o haloperidol é metabolizado pelo cyp3a4 e é substrato da glicoproteína-p (p-gp). a rifampicina é um potente indutor do cyp3a4 e da p-gp intestinal e hepática. um estudo em pacientes mostrou que a rifampicina reduziu os níveis séricos de haloperidol em 50-70%, com recaída de sintomas psicóticos em alguns casos.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se for essencial, monitorar atentamente o estado mental e aumentar a dose de haloperidol conforme necessário, tipicamente dobrando ou triplicando a dose (ex.: de 5 mg/dia para 10-15 mg/dia). ajustar a cada 3-5 dias com base na resposta. após a retirada da rifampicina, reduzir o haloperidol gradualmente para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva..
Qual o risco de Rifampicina com Haloperidol?
O risco da associação Rifampicina + Haloperidol é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis de haloperidol, podendo levar à perda do controle de sintomas psicóticos ou agitação. A redução pode ocorrer em dias a semanas após o início da rifampicina. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, agitação) e efeitos adversos (sedação, rigidez, acatisia). ecg com qtc basal e após ajustes de dose, devido ao risco de prolongamento do intervalo qt. considerar tdm de haloperidol, visando níveis séricos de 5-15 ng/ml..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.