Rifampicina + Glibenclamida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução acentuada dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com perda significativa do controle glicêmico. Risco de hiperglicemia grave, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2 mal controlada. Pode necessitar de aumento de dose ou troca de hipoglicemiante.

Mecanismo

Rifampicina é um potente indutor do CYP2C9 (principal via da glibenclamida, Km ~2-5 µM) e também induz transportadores hepáticos (OATP1B1). A indução pode aumentar a depuração da glibenclamida em 3-5 vezes, reduzindo a AUC em 60-80% e a meia-vida em 50-70%. Estudos clínicos mostram redução significativa do efeito hipoglicemiante, com risco de hiperglicemia grave. A glibenclamida tem índice terapêutico estreito e a falha terapêutica pode levar a complicações agudas (cetoacidose, coma hiperosmolar).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) dividida em duas tomadas, com monitorização intensiva da glicemia. Ajustar dose conforme glicemia capilar (pré-prandial e pós-prandial). Após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de glibenclamida para evitar hipoglicemia grave. Considerar hipoglicemiantes não metabolizados por CYP2C9 (ex: metformina, inibidores da DPP-4 como sitagliptina, ou insulina).

🔍O que monitorar

Glicemia capilar 4-6 vezes ao dia (pré-prandial, pós-prandial e ao deitar), hemoglobina glicada (HbA1c) a cada 2-4 semanas, sinais de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) e hipoglicemia (tremores, sudorese, confusão). Função renal (creatinina) e hepática (TGO/TGP) mensalmente.

Alternativas

Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor (ex: etambutol, pirazinamida) se possível. Ou trocar glibenclamida por hipoglicemiante não metabolizado por CYP2C9: metformina (eliminação renal), inibidores da DPP-4 (ex: sitagliptina, vildagliptina), agonistas do GLP-1 (ex: liraglutida) ou insulina. Sulfonilureias alternativas como glimepirida (metabolismo CYP2C9 parcial, mas menor impacto) podem ser consideradas com ajuste de dose.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Niemi M, et al. Clin Pharmacol Ther. 2001;69(4):223-229.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Glibenclamida?

A combinação de Rifampicina com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com perda significativa do controle glicêmico. Risco de hiperglicemia grave, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2 mal controlada. Pode necessitar de aumento de dose ou troca de hipoglicemiante. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) dividida em duas tomadas, com monitorização intensiva da glicemia. Ajustar dose conforme glicemia capilar (pré-prandial e pós-prandial). Após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de glibenclamida para evitar hipoglicemia grave. Considerar hipoglicemiantes não metabolizados por CYP2C9 (ex: metformina, inibidores da DPP-4 como sitagliptina, ou insulina).

Rifampicina e Glibenclamida interagem?

Sim, Rifampicina e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp2c9 (principal via da glibenclamida, km ~2-5 µm) e também induz transportadores hepáticos (oatp1b1). a indução pode aumentar a depuração da glibenclamida em 3-5 vezes, reduzindo a auc em 60-80% e a meia-vida em 50-70%. estudos clínicos mostram redução significativa do efeito hipoglicemiante, com risco de hiperglicemia grave. a glibenclamida tem índice terapêutico estreito e a falha terapêutica pode levar a complicações agudas (cetoacidose, coma hiperosmolar).. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) dividida em duas tomadas, com monitorização intensiva da glicemia. ajustar dose conforme glicemia capilar (pré-prandial e pós-prandial). após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de glibenclamida para evitar hipoglicemia grave. considerar hipoglicemiantes não metabolizados por cyp2c9 (ex: metformina, inibidores da dpp-4 como sitagliptina, ou insulina)..

Qual o risco de Rifampicina com Glibenclamida?

O risco da associação Rifampicina + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de glibenclamida, com perda significativa do controle glicêmico. Risco de hiperglicemia grave, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2 mal controlada. Pode necessitar de aumento de dose ou troca de hipoglicemiante. Monitorar: glicemia capilar 4-6 vezes ao dia (pré-prandial, pós-prandial e ao deitar), hemoglobina glicada (hba1c) a cada 2-4 semanas, sinais de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) e hipoglicemia (tremores, sudorese, confusão). função renal (creatinina) e hepática (tgo/tgp) mensalmente..

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Atualizado em junho/2026

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