Rifampicina + Fenitoína
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis séricos de fenitoína, com risco de perda de controle de crises convulsivas. Relatos de caso documentam falha terapêutica e necessidade de aumento de dose de 2-3x. O índice terapêutico estreito (10-20 μg/mL) e a cinética não linear aumentam o risco de toxicidade ao ajustar doses.
⚙Mecanismo
Rifampicina é um potente indutor do CYP2C9 (principal via da fenitoína, Km ~5-10 μM) e CYP2C19 (via secundária). A indução do CYP2C9 pode aumentar o clearance da fenitoína em 2 a 4 vezes, com redução dos níveis plasmáticos em 50-70% em 1-2 semanas. A fenitoína tem metabolismo saturável (cinética de Michaelis-Menten), o que torna o efeito da indução ainda mais imprevisível e perigoso.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável: 1) Aumentar dose de fenitoína em 50-100% no início da rifampicina, com ajustes guiados por níveis séricos; 2) Monitorar níveis séricos semanalmente até estabilização (4-6 semanas); 3) Ao descontinuar rifampicina, reduzir fenitoína gradualmente (25-50% a cada 1-2 semanas) para evitar toxicidade por perda da indução. Considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante não metabolizado por CYP2C9/2C19 (ex: levetiracetam, gabapentina).
🔍O que monitorar
Nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL) semanalmente por 4-6 semanas, depois mensal. TGO/TGP e albumina basal e mensal. Avaliar resposta clínica (controle de crises). Sinais de toxicidade (nistagmo, ataxia) ao ajustar doses.
↺Alternativas
Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco de CYP2C9) ou usar anticonvulsivante alternativo como levetiracetam, gabapentina ou lacosamida, que não são substratos de CYP2C9/2C19.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de caso (ex: Kay et al., 1985, Neurology)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Fenitoína?
A combinação de Rifampicina com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis séricos de fenitoína, com risco de perda de controle de crises convulsivas. Relatos de caso documentam falha terapêutica e necessidade de aumento de dose de 2-3x. O índice terapêutico estreito (10-20 μg/mL) e a cinética não linear aumentam o risco de toxicidade ao ajustar doses. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável: 1) Aumentar dose de fenitoína em 50-100% no início da rifampicina, com ajustes guiados por níveis séricos; 2) Monitorar níveis séricos semanalmente até estabilização (4-6 semanas); 3) Ao descontinuar rifampicina, reduzir fenitoína gradualmente (25-50% a cada 1-2 semanas) para evitar toxicidade por perda da indução. Considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante não metabolizado por CYP2C9/2C19 (ex: levetiracetam, gabapentina).
Rifampicina e Fenitoína interagem?
Sim, Rifampicina e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp2c9 (principal via da fenitoína, km ~5-10 μm) e cyp2c19 (via secundária). a indução do cyp2c9 pode aumentar o clearance da fenitoína em 2 a 4 vezes, com redução dos níveis plasmáticos em 50-70% em 1-2 semanas. a fenitoína tem metabolismo saturável (cinética de michaelis-menten), o que torna o efeito da indução ainda mais imprevisível e perigoso.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável: 1) aumentar dose de fenitoína em 50-100% no início da rifampicina, com ajustes guiados por níveis séricos; 2) monitorar níveis séricos semanalmente até estabilização (4-6 semanas); 3) ao descontinuar rifampicina, reduzir fenitoína gradualmente (25-50% a cada 1-2 semanas) para evitar toxicidade por perda da indução. considerar alternativa não indutora (ex: rifabutina) ou anticonvulsivante não metabolizado por cyp2c9/2c19 (ex: levetiracetam, gabapentina)..
Qual o risco de Rifampicina com Fenitoína?
O risco da associação Rifampicina + Fenitoína é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis séricos de fenitoína, com risco de perda de controle de crises convulsivas. Relatos de caso documentam falha terapêutica e necessidade de aumento de dose de 2-3x. O índice terapêutico estreito (10-20 μg/mL) e a cinética não linear aumentam o risco de toxicidade ao ajustar doses. Monitorar: nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/ml) semanalmente por 4-6 semanas, depois mensal. tgo/tgp e albumina basal e mensal. avaliar resposta clínica (controle de crises). sinais de toxicidade (nistagmo, ataxia) ao ajustar doses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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