Rifampicina + Donepezila

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução moderada dos níveis plasmáticos de donepezila, com possível perda de eficácia no tratamento da doença de Alzheimer (piora cognitiva, funcional). Risco de progressão mais rápida dos sintomas.

Mecanismo

Rifampicina induz CYP3A4 (principal via de metabolismo da donepezila, responsável por ~50% do clearance) e CYP2D6 (via menor, ~20%). A indução do CYP3A4 pela rifampicina (via PXR) aumenta a expressão enzimática, reduzindo a AUC da donepezila em aproximadamente 30-40% e a Cmax em 20-30%. A meia-vida pode ser reduzida de 70h para 40-50h. A donepezila também é substrato da glicoproteína-P (P-gp), que também é induzida pela rifampicina, contribuindo para a redução da absorção e aumento do efluxo cerebral.

📋Conduta Clinica

Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de donepezila em 50-100% (ex: de 10mg para 15-20mg/dia) e monitorar resposta clínica. A dose máxima recomendada é de 23mg/dia (comprimido de liberação prolongada). Considerar o uso de rivastigmina (metabolismo não CYP-dependente) ou memantina (não metabolizada por CYP) como alternativas. Após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de donepezila para evitar efeitos colinérgicos (náuseas, vômitos, bradicardia).

🔍O que monitorar

Avaliação cognitiva seriada (MEEM, ADAS-Cog). Monitorar efeitos adversos colinérgicos (bradicardia, síncope, perda de peso). ECG se houver risco de bradiarritmias.

Alternativas

Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco). Alternativamente, usar rivastigmina (metabolismo por esterases, não CYP) ou memantina (excreção renal inalterada).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação rifampicina-donepezila (AUC reduzida em 30-40%)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Donepezila?

A combinação de Rifampicina com Donepezila apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis plasmáticos de donepezila, com possível perda de eficácia no tratamento da doença de Alzheimer (piora cognitiva, funcional). Risco de progressão mais rápida dos sintomas. Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de donepezila em 50-100% (ex: de 10mg para 15-20mg/dia) e monitorar resposta clínica. A dose máxima recomendada é de 23mg/dia (comprimido de liberação prolongada). Considerar o uso de rivastigmina (metabolismo não CYP-dependente) ou memantina (não metabolizada por CYP) como alternativas. Após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de donepezila para evitar efeitos colinérgicos (náuseas, vômitos, bradicardia).

Rifampicina e Donepezila interagem?

Sim, Rifampicina e Donepezila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4 (principal via de metabolismo da donepezila, responsável por ~50% do clearance) e cyp2d6 (via menor, ~20%). a indução do cyp3a4 pela rifampicina (via pxr) aumenta a expressão enzimática, reduzindo a auc da donepezila em aproximadamente 30-40% e a cmax em 20-30%. a meia-vida pode ser reduzida de 70h para 40-50h. a donepezila também é substrato da glicoproteína-p (p-gp), que também é induzida pela rifampicina, contribuindo para a redução da absorção e aumento do efluxo cerebral.. A conduta recomendada é: se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de donepezila em 50-100% (ex: de 10mg para 15-20mg/dia) e monitorar resposta clínica. a dose máxima recomendada é de 23mg/dia (comprimido de liberação prolongada). considerar o uso de rivastigmina (metabolismo não cyp-dependente) ou memantina (não metabolizada por cyp) como alternativas. após descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de donepezila para evitar efeitos colinérgicos (náuseas, vômitos, bradicardia)..

Qual o risco de Rifampicina com Donepezila?

O risco da associação Rifampicina + Donepezila é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis plasmáticos de donepezila, com possível perda de eficácia no tratamento da doença de Alzheimer (piora cognitiva, funcional). Risco de progressão mais rápida dos sintomas. Monitorar: avaliação cognitiva seriada (meem, adas-cog). monitorar efeitos adversos colinérgicos (bradicardia, síncope, perda de peso). ecg se houver risco de bradiarritmias..

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Atualizado em junho/2026

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