Rifampicina + Domperidona
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de domperidona, com possível perda de eficácia terapêutica (controle de náuseas, vômitos, gastroparesia). Risco de falha no tratamento sintomático.
⚙Mecanismo
Rifampicina é um potente indutor do CYP3A4 (principal via de metabolismo da domperidona, >90% do clearance). A indução do CYP3A4 pela rifampicina (via ativação do PXR) aumenta a expressão enzimática em 2-4 vezes, reduzindo a AUC da domperidona em aproximadamente 50-70% e a Cmax em 40-60%. A domperidona também é substrato menor do CYP1A2 e CYP2D6, mas a contribuição destes é limitada. A meia-vida da domperidona pode ser reduzida de 7-9h para 2-3h.
📋Conduta Clinica
Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de domperidona em 2-3 vezes (ex: de 10mg para 20-30mg por dose) e monitorar resposta clínica. A dose máxima diária não deve exceder 30-40mg em adultos devido ao risco de prolongamento do QTc. Considerar o uso de metoclopramida ou ondansetrona como alternativas não sujeitas à mesma magnitude de indução. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de domperidona para evitar toxicidade.
🔍O que monitorar
ECG basal e seriado (QTc) devido ao risco de prolongamento com doses elevadas de domperidona. Monitorar resposta clínica (frequência de vômitos, tolerância alimentar). Eletrólitos (K+, Mg2+) para minimizar risco de arritmias.
↺Alternativas
Substituir rifampicina por rifabutina (indutor mais fraco do CYP3A4) se possível. Alternativamente, usar metoclopramida (não é substrato significativo do CYP3A4) ou ondansetrona (substrato do CYP1A2, menos afetado pela rifampicina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação rifampicina-domperidona (AUC reduzida em 60-70%)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Domperidona?
A combinação de Rifampicina com Domperidona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de domperidona, com possível perda de eficácia terapêutica (controle de náuseas, vômitos, gastroparesia). Risco de falha no tratamento sintomático. Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de domperidona em 2-3 vezes (ex: de 10mg para 20-30mg por dose) e monitorar resposta clínica. A dose máxima diária não deve exceder 30-40mg em adultos devido ao risco de prolongamento do QTc. Considerar o uso de metoclopramida ou ondansetrona como alternativas não sujeitas à mesma magnitude de indução. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de domperidona para evitar toxicidade.
Rifampicina e Domperidona interagem?
Sim, Rifampicina e Domperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp3a4 (principal via de metabolismo da domperidona, >90% do clearance). a indução do cyp3a4 pela rifampicina (via ativação do pxr) aumenta a expressão enzimática em 2-4 vezes, reduzindo a auc da domperidona em aproximadamente 50-70% e a cmax em 40-60%. a domperidona também é substrato menor do cyp1a2 e cyp2d6, mas a contribuição destes é limitada. a meia-vida da domperidona pode ser reduzida de 7-9h para 2-3h.. A conduta recomendada é: se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de domperidona em 2-3 vezes (ex: de 10mg para 20-30mg por dose) e monitorar resposta clínica. a dose máxima diária não deve exceder 30-40mg em adultos devido ao risco de prolongamento do qtc. considerar o uso de metoclopramida ou ondansetrona como alternativas não sujeitas à mesma magnitude de indução. após a descontinuação da rifampicina, reduzir gradualmente a dose de domperidona para evitar toxicidade..
Qual o risco de Rifampicina com Domperidona?
O risco da associação Rifampicina + Domperidona é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de domperidona, com possível perda de eficácia terapêutica (controle de náuseas, vômitos, gastroparesia). Risco de falha no tratamento sintomático. Monitorar: ecg basal e seriado (qtc) devido ao risco de prolongamento com doses elevadas de domperidona. monitorar resposta clínica (frequência de vômitos, tolerância alimentar). eletrólitos (k+, mg2+) para minimizar risco de arritmias..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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