Rifampicina + Diclofenaco
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de diclofenaco, com potencial perda de eficácia analgésica e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE.
⚙Mecanismo
Rifampicina é um potente indutor do CYP2C9 (principal via do diclofenaco, Km ~5-10 µM) e também induz CYP3A4 e UGTs. A indução do CYP2C9 pode aumentar a depuração do diclofenaco em 2-4 vezes, reduzindo a AUC em 40-60% e a meia-vida em 30-50%. Estudos clínicos mostram redução significativa dos níveis plasmáticos e do efeito analgésico/anti-inflamatório.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica (dor, inflamação). Se necessário, aumentar a dose de diclofenaco em 50-100% (ex: de 50 mg para 75-100 mg a cada 8-12h) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose de diclofenaco para evitar toxicidade. Considerar AINEs não metabolizados por CYP2C9 (ex: cetorolaco, parecoxibe) ou analgésicos não AINEs.
🔍O que monitorar
Avaliação da dor (escala EVA), sinais de inflamação, função renal (creatinina sérica semanal no primeiro mês, depois mensal), TGO/TGP (mensal), sinais de toxicidade gastrointestinal (melena, dor epigástrica).
↺Alternativas
Substituir rifampicina por outro tuberculostático não indutor (ex: etambutol, pirazinamida) se possível. Ou usar AINE alternativo como cetorolaco (eliminação renal) ou inibidor seletivo da COX-2 (ex: celecoxibe, metabolizado por CYP2C9 mas com menor impacto clínico).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo clínico: Davies NM, Anderson KE. Clin Pharmacokinet. 1997;33(3):184-213.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Diclofenaco?
A combinação de Rifampicina com Diclofenaco apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de diclofenaco, com potencial perda de eficácia analgésica e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE. Monitorar resposta clínica (dor, inflamação). Se necessário, aumentar a dose de diclofenaco em 50-100% (ex: de 50 mg para 75-100 mg a cada 8-12h) durante o uso de rifampicina. Após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose de diclofenaco para evitar toxicidade. Considerar AINEs não metabolizados por CYP2C9 (ex: cetorolaco, parecoxibe) ou analgésicos não AINEs.
Rifampicina e Diclofenaco interagem?
Sim, Rifampicina e Diclofenaco possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp2c9 (principal via do diclofenaco, km ~5-10 µm) e também induz cyp3a4 e ugts. a indução do cyp2c9 pode aumentar a depuração do diclofenaco em 2-4 vezes, reduzindo a auc em 40-60% e a meia-vida em 30-50%. estudos clínicos mostram redução significativa dos níveis plasmáticos e do efeito analgésico/anti-inflamatório.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (dor, inflamação). se necessário, aumentar a dose de diclofenaco em 50-100% (ex: de 50 mg para 75-100 mg a cada 8-12h) durante o uso de rifampicina. após descontinuação do indutor, reduzir gradualmente a dose de diclofenaco para evitar toxicidade. considerar aines não metabolizados por cyp2c9 (ex: cetorolaco, parecoxibe) ou analgésicos não aines..
Qual o risco de Rifampicina com Diclofenaco?
O risco da associação Rifampicina + Diclofenaco é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de diclofenaco, com potencial perda de eficácia analgésica e anti-inflamatória. Pode ser necessário aumento de dose ou troca de AINE. Monitorar: avaliação da dor (escala eva), sinais de inflamação, função renal (creatinina sérica semanal no primeiro mês, depois mensal), tgo/tgp (mensal), sinais de toxicidade gastrointestinal (melena, dor epigástrica)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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