Rifampicina + Diazepam
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis de diazepam e seu metabólito ativo nordiazepam, com possível perda de eficácia ansiolítica, sedativa ou anticonvulsivante. Clinicamente relevante em uso crônico, mas menos crítico que anticonvulsivantes de índice estreito.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP3A4 (via principal do diazepam, formando nordiazepam) e CYP2C19 (via secundária, formando temazepam). A indução pode aumentar o clearance do diazepam em 2-3 vezes, reduzindo a meia-vida de 40-60h para 10-20h. Estudos mostram redução da AUC em 50-70% e perda de efeito ansiolítico/sedativo.
📋Conduta Clinica
Monitorar eficácia clínica. Se necessário, aumentar dose de diazepam em 50-100% durante uso de rifampicina, com ajuste baseado em resposta (sedação, controle de ansiedade). Ao descontinuar rifampicina, reduzir diazepam gradualmente (25% a cada 3-5 dias) para evitar sedação excessiva. Considerar benzodiazepínico não metabolizado por CYP3A4 (ex: lorazepam, oxazepam, que são glucuronidados e menos afetados).
🔍O que monitorar
Resposta clínica (sedação, ansiedade, controle de crises) a cada 1-2 semanas. Não há necessidade de monitoramento sérico de rotina. Avaliar sinais de subdose (ansiedade, insônia) ou superdose (sedação, confusão) ao ajustar.
↺Alternativas
Usar benzodiazepínico de metabolismo não-CYP como lorazepam ou oxazepam, que são principalmente glucuronidados e sofrem menos indução pela rifampicina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Ohnhaus et al., 1987, Br J Clin Pharmacol
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Diazepam?
A combinação de Rifampicina com Diazepam apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis de diazepam e seu metabólito ativo nordiazepam, com possível perda de eficácia ansiolítica, sedativa ou anticonvulsivante. Clinicamente relevante em uso crônico, mas menos crítico que anticonvulsivantes de índice estreito. Monitorar eficácia clínica. Se necessário, aumentar dose de diazepam em 50-100% durante uso de rifampicina, com ajuste baseado em resposta (sedação, controle de ansiedade). Ao descontinuar rifampicina, reduzir diazepam gradualmente (25% a cada 3-5 dias) para evitar sedação excessiva. Considerar benzodiazepínico não metabolizado por CYP3A4 (ex: lorazepam, oxazepam, que são glucuronidados e menos afetados).
Rifampicina e Diazepam interagem?
Sim, Rifampicina e Diazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4 (via principal do diazepam, formando nordiazepam) e cyp2c19 (via secundária, formando temazepam). a indução pode aumentar o clearance do diazepam em 2-3 vezes, reduzindo a meia-vida de 40-60h para 10-20h. estudos mostram redução da auc em 50-70% e perda de efeito ansiolítico/sedativo.. A conduta recomendada é: monitorar eficácia clínica. se necessário, aumentar dose de diazepam em 50-100% durante uso de rifampicina, com ajuste baseado em resposta (sedação, controle de ansiedade). ao descontinuar rifampicina, reduzir diazepam gradualmente (25% a cada 3-5 dias) para evitar sedação excessiva. considerar benzodiazepínico não metabolizado por cyp3a4 (ex: lorazepam, oxazepam, que são glucuronidados e menos afetados)..
Qual o risco de Rifampicina com Diazepam?
O risco da associação Rifampicina + Diazepam é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis de diazepam e seu metabólito ativo nordiazepam, com possível perda de eficácia ansiolítica, sedativa ou anticonvulsivante. Clinicamente relevante em uso crônico, mas menos crítico que anticonvulsivantes de índice estreito. Monitorar: resposta clínica (sedação, ansiedade, controle de crises) a cada 1-2 semanas. não há necessidade de monitoramento sérico de rotina. avaliar sinais de subdose (ansiedade, insônia) ou superdose (sedação, confusão) ao ajustar..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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