Rifampicina + Clozapina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução drástica dos níveis de clozapina, levando à perda completa do efeito antipsicótico em pacientes refratários. Risco de recaída psicótica grave, suicídio e hospitalização. A descontinuação abrupta da rifampicina sem ajuste da clozapina pode causar toxicidade grave (convulsões, miocardite, agranulocitose) devido ao rápido aumento dos níveis.

Mecanismo

A clozapina é metabolizada primariamente pelo CYP1A2 e, em menor grau, pelo CYP3A4, CYP2C19 e CYP2D6. A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4 e moderado do CYP1A2. Relatos de caso e séries de casos documentam reduções de 50-80% nos níveis séricos de clozapina com a coadministração de rifampicina, resultando em recaída psicótica grave. A interação é crítica devido ao índice terapêutico estreito da clozapina e ao risco de vida sem tratamento eficaz.

📋Conduta Clinica

A coadministração é contraindicada e deve ser evitada sempre que possível. Se a rifampicina for absolutamente necessária e não houver alternativa, o paciente deve ser manejado em ambiente hospitalar com monitoramento intensivo. A dose de clozapina precisará ser aumentada progressivamente, frequentemente em 2 a 3 vezes a dose original, guiada por TDM semanal. Após a descontinuação da rifampicina, a dose de clozapina deve ser reduzida imediatamente em 50-70% e então titulada para baixo ao longo de 2-4 semanas com TDM frequente para evitar toxicidade.

🔍O que monitorar

Nível sérico de clozapina (alvo: 350-600 ng/mL) semanalmente durante a coadministração e por 4 semanas após a retirada da rifampicina. Hemograma completo semanal (risco de agranulocitose pode ser mascarado pela infecção). ECG com QTc basal e semanal. Monitoramento clínico rigoroso de sintomas psicóticos, efeitos adversos (sedação, sialorreia, convulsões) e sinais de miocardite.

Alternativas

Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor enzimático é a conduta prioritária. Se a rifampicina for insubstituível, considerar a troca da clozapina por outro antipsicótico, embora a clozapina seja frequentemente a única opção eficaz em pacientes refratários. A eletroconvulsoterapia (ECT) pode ser uma alternativa não farmacológica durante o tratamento da tuberculose.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Peritogiannis V et al. Gen Hosp Psychiatry. 2007;29(1):83-4. (Relatos de caso)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Clozapina?

A combinação de Rifampicina com Clozapina apresenta interação de gravidade grave. Redução drástica dos níveis de clozapina, levando à perda completa do efeito antipsicótico em pacientes refratários. Risco de recaída psicótica grave, suicídio e hospitalização. A descontinuação abrupta da rifampicina sem ajuste da clozapina pode causar toxicidade grave (convulsões, miocardite, agranulocitose) devido ao rápido aumento dos níveis. A coadministração é contraindicada e deve ser evitada sempre que possível. Se a rifampicina for absolutamente necessária e não houver alternativa, o paciente deve ser manejado em ambiente hospitalar com monitoramento intensivo. A dose de clozapina precisará ser aumentada progressivamente, frequentemente em 2 a 3 vezes a dose original, guiada por TDM semanal. Após a descontinuação da rifampicina, a dose de clozapina deve ser reduzida imediatamente em 50-70% e então titulada para baixo ao longo de 2-4 semanas com TDM frequente para evitar toxicidade.

Rifampicina e Clozapina interagem?

Sim, Rifampicina e Clozapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clozapina é metabolizada primariamente pelo cyp1a2 e, em menor grau, pelo cyp3a4, cyp2c19 e cyp2d6. a rifampicina é um indutor potente do cyp3a4 e moderado do cyp1a2. relatos de caso e séries de casos documentam reduções de 50-80% nos níveis séricos de clozapina com a coadministração de rifampicina, resultando em recaída psicótica grave. a interação é crítica devido ao índice terapêutico estreito da clozapina e ao risco de vida sem tratamento eficaz.. A conduta recomendada é: a coadministração é contraindicada e deve ser evitada sempre que possível. se a rifampicina for absolutamente necessária e não houver alternativa, o paciente deve ser manejado em ambiente hospitalar com monitoramento intensivo. a dose de clozapina precisará ser aumentada progressivamente, frequentemente em 2 a 3 vezes a dose original, guiada por tdm semanal. após a descontinuação da rifampicina, a dose de clozapina deve ser reduzida imediatamente em 50-70% e então titulada para baixo ao longo de 2-4 semanas com tdm frequente para evitar toxicidade..

Qual o risco de Rifampicina com Clozapina?

O risco da associação Rifampicina + Clozapina é classificado como GRAVE. Redução drástica dos níveis de clozapina, levando à perda completa do efeito antipsicótico em pacientes refratários. Risco de recaída psicótica grave, suicídio e hospitalização. A descontinuação abrupta da rifampicina sem ajuste da clozapina pode causar toxicidade grave (convulsões, miocardite, agranulocitose) devido ao rápido aumento dos níveis. Monitorar: nível sérico de clozapina (alvo: 350-600 ng/ml) semanalmente durante a coadministração e por 4 semanas após a retirada da rifampicina. hemograma completo semanal (risco de agranulocitose pode ser mascarado pela infecção). ecg com qtc basal e semanal. monitoramento clínico rigoroso de sintomas psicóticos, efeitos adversos (sedação, sialorreia, convulsões) e sinais de miocardite..

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Atualizado em junho/2026

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