Rifampicina + Clomipramina
⚠O que acontece
Queda acentuada dos níveis de clomipramina com perda de eficácia em TOC/depressão.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP1A2 e CYP2C19. Clomipramina é substrato majoritário dessas enzimas (índice terapêutico estreito). Redução significativa de níveis.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se mantido, aumentar dose 2-3x com monitoramento de níveis séricos (alvo 150-450 ng/mL).
🔍O que monitorar
Nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina. ECG com QTc. Escala Y-BOCS para TOC.
↺Alternativas
Fluoxetina ou sertralina (com ajuste de dose).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Clomipramina?
A combinação de Rifampicina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Queda acentuada dos níveis de clomipramina com perda de eficácia em TOC/depressão. Evitar associação. Se mantido, aumentar dose 2-3x com monitoramento de níveis séricos (alvo 150-450 ng/mL).
Rifampicina e Clomipramina interagem?
Sim, Rifampicina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp1a2 e cyp2c19. clomipramina é substrato majoritário dessas enzimas (índice terapêutico estreito). redução significativa de níveis.. A conduta recomendada é: evitar associação. se mantido, aumentar dose 2-3x com monitoramento de níveis séricos (alvo 150-450 ng/ml)..
Qual o risco de Rifampicina com Clomipramina?
O risco da associação Rifampicina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Queda acentuada dos níveis de clomipramina com perda de eficácia em TOC/depressão. Monitorar: nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina. ecg com qtc. escala y-bocs para toc..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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