Rifampicina + Carbamazepina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa dos níveis de carbamazepina, levando à perda de eficácia anticonvulsivante ou estabilizadora do humor. Risco de crises convulsivas ou recaída de transtorno bipolar. O acúmulo do metabólito epóxido pode causar neurotoxicidade (ataxia, diplopia, tontura) mesmo com níveis baixos do fármaco original. Risco de hepatotoxicidade aditiva.

Mecanismo

A carbamazepina é metabolizada primariamente pelo CYP3A4 ao metabólito ativo carbamazepina-10,11-epóxido. A carbamazepina é também um potente indutor do CYP3A4 (autoindução) e de outras enzimas. A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4. A coadministração resulta em indução sinérgica do metabolismo da carbamazepina. Estudos mostram redução de 40-70% nos níveis séricos de carbamazepina, com aumento variável do metabólito epóxido, que é neurotóxico.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se inevitável, monitorar níveis séricos de carbamazepina e do metabólito epóxido. A dose de carbamazepina pode precisar ser aumentada em 2 a 3 vezes, mas o ajuste é complexo devido à autoindução e ao metabólito tóxico. Aumentar a dose gradualmente (ex.: 200 mg a cada 3-4 dias) guiado por TDM. Após a retirada da rifampicina, reduzir a carbamazepina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar toxicidade.

🔍O que monitorar

Nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/L) e do epóxido semanalmente. Hemograma completo e função hepática (TGO/TGP) basal e quinzenalmente devido ao risco de hepatotoxicidade e discrasias sanguíneas. Monitorar resposta clínica (controle de crises, humor) e sinais de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo).

Alternativas

Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa à carbamazepina, considerar outro anticonvulsivante ou estabilizador do humor com metabolismo não dependente do CYP3A4, como ácido valproico (inibidor enzimático, requer cautela), lamotrigina (metabolizada por glucuronidação, mas com interação complexa com valproato), lítio (excreção renal) ou antipsicóticos atípicos como a paliperidona.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Patsalos PN et al. Epilepsia. 2002;43(4):365-85.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Carbamazepina?

A combinação de Rifampicina com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis de carbamazepina, levando à perda de eficácia anticonvulsivante ou estabilizadora do humor. Risco de crises convulsivas ou recaída de transtorno bipolar. O acúmulo do metabólito epóxido pode causar neurotoxicidade (ataxia, diplopia, tontura) mesmo com níveis baixos do fármaco original. Risco de hepatotoxicidade aditiva. Evitar a coadministração. Se inevitável, monitorar níveis séricos de carbamazepina e do metabólito epóxido. A dose de carbamazepina pode precisar ser aumentada em 2 a 3 vezes, mas o ajuste é complexo devido à autoindução e ao metabólito tóxico. Aumentar a dose gradualmente (ex.: 200 mg a cada 3-4 dias) guiado por TDM. Após a retirada da rifampicina, reduzir a carbamazepina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar toxicidade.

Rifampicina e Carbamazepina interagem?

Sim, Rifampicina e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina é metabolizada primariamente pelo cyp3a4 ao metabólito ativo carbamazepina-10,11-epóxido. a carbamazepina é também um potente indutor do cyp3a4 (autoindução) e de outras enzimas. a rifampicina é um indutor potente do cyp3a4. a coadministração resulta em indução sinérgica do metabolismo da carbamazepina. estudos mostram redução de 40-70% nos níveis séricos de carbamazepina, com aumento variável do metabólito epóxido, que é neurotóxico.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável, monitorar níveis séricos de carbamazepina e do metabólito epóxido. a dose de carbamazepina pode precisar ser aumentada em 2 a 3 vezes, mas o ajuste é complexo devido à autoindução e ao metabólito tóxico. aumentar a dose gradualmente (ex.: 200 mg a cada 3-4 dias) guiado por tdm. após a retirada da rifampicina, reduzir a carbamazepina para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar toxicidade..

Qual o risco de Rifampicina com Carbamazepina?

O risco da associação Rifampicina + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis de carbamazepina, levando à perda de eficácia anticonvulsivante ou estabilizadora do humor. Risco de crises convulsivas ou recaída de transtorno bipolar. O acúmulo do metabólito epóxido pode causar neurotoxicidade (ataxia, diplopia, tontura) mesmo com níveis baixos do fármaco original. Risco de hepatotoxicidade aditiva. Monitorar: nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/l) e do epóxido semanalmente. hemograma completo e função hepática (tgo/tgp) basal e quinzenalmente devido ao risco de hepatotoxicidade e discrasias sanguíneas. monitorar resposta clínica (controle de crises, humor) e sinais de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo)..

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Atualizado em junho/2026

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