Rifampicina + Bupropiona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de bupropiona, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. O aumento dos metabólitos ativos (hidroxibupropiona) pode compensar parcialmente, mas a resposta clínica é imprevisível.

Mecanismo

Rifampicina é um potente indutor do CYP2B6 (via principal da bupropiona, responsável por >80% do metabolismo para hidroxibupropiona) e, em menor grau, do CYP3A4. A indução do CYP2B6 aumenta significativamente o clearance da bupropiona. Estudo em voluntários saudáveis mostrou redução de 67% na AUC e 68% na Cmax da bupropiona após administração concomitante com rifampicina, com aumento correspondente nos metabólitos ativos.

📋Conduta Clinica

Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a coadministração for inevitável, monitorar atentamente a resposta clínica. Pode ser necessário aumentar a dose de bupropiona em 2 a 3 vezes, respeitando a dose máxima de 450 mg/dia para evitar risco de convulsões. Ajustar dose baseado na resposta e tolerabilidade. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de bupropiona gradualmente ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade.

🔍O que monitorar

Monitorar eficácia clínica (humor, desejo de fumar) e efeitos adversos (agitação, insônia, risco de convulsão). Considerar monitoramento terapêutico de fármacos (TDM) se disponível, visando níveis de bupropiona pré-indução.

Alternativas

Substituir a rifampicina por um antibiótico não indutor enzimático, como um aminoglicosídeo ou uma fluoroquinolona, se a sensibilidade bacteriana permitir. Alternativamente, considerar um antidepressivo de classe diferente com menor dependência do CYP2B6, como um ISRS (ex.: sertralina, citalopram).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Loboz KK et al. Br J Clin Pharmacol. 2006;61(4):471-80.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Bupropiona?

A combinação de Rifampicina com Bupropiona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de bupropiona, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. O aumento dos metabólitos ativos (hidroxibupropiona) pode compensar parcialmente, mas a resposta clínica é imprevisível. Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a coadministração for inevitável, monitorar atentamente a resposta clínica. Pode ser necessário aumentar a dose de bupropiona em 2 a 3 vezes, respeitando a dose máxima de 450 mg/dia para evitar risco de convulsões. Ajustar dose baseado na resposta e tolerabilidade. Após a descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de bupropiona gradualmente ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade.

Rifampicina e Bupropiona interagem?

Sim, Rifampicina e Bupropiona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp2b6 (via principal da bupropiona, responsável por >80% do metabolismo para hidroxibupropiona) e, em menor grau, do cyp3a4. a indução do cyp2b6 aumenta significativamente o clearance da bupropiona. estudo em voluntários saudáveis mostrou redução de 67% na auc e 68% na cmax da bupropiona após administração concomitante com rifampicina, com aumento correspondente nos metabólitos ativos.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante sempre que possível. se a coadministração for inevitável, monitorar atentamente a resposta clínica. pode ser necessário aumentar a dose de bupropiona em 2 a 3 vezes, respeitando a dose máxima de 450 mg/dia para evitar risco de convulsões. ajustar dose baseado na resposta e tolerabilidade. após a descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de bupropiona gradualmente ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade..

Qual o risco de Rifampicina com Bupropiona?

O risco da associação Rifampicina + Bupropiona é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de bupropiona, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. O aumento dos metabólitos ativos (hidroxibupropiona) pode compensar parcialmente, mas a resposta clínica é imprevisível. Monitorar: monitorar eficácia clínica (humor, desejo de fumar) e efeitos adversos (agitação, insônia, risco de convulsão). considerar monitoramento terapêutico de fármacos (tdm) se disponível, visando níveis de bupropiona pré-indução..

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Atualizado em junho/2026

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