Rifampicina + Aripiprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução profunda dos níveis de aripiprazol e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia antipsicótica ou antidepressiva (como adjuvante). O risco de recaída é alto.

Mecanismo

O aripiprazol é metabolizado pelo CYP3A4 e CYP2D6 ao metabólito ativo de-hidroaripiprazol. A rifampicina é um potente indutor do CYP3A4 e moderado do CYP2D6. Um estudo farmacocinético mostrou que a rifampicina reduziu a AUC do aripiprazol em 73% e a Cmax em 60%, com diminuição correspondente nos níveis do metabólito ativo.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se inevitável, aumentar a dose de aripiprazol com base na resposta clínica, podendo ser necessário triplicar ou quadruplicar a dose (ex.: de 15 mg para 45-60 mg/dia). Titular rapidamente (ex.: aumentar 10-15 mg a cada 3-5 dias). Após a retirada da rifampicina, reduzir o aripiprazol para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar náusea, insônia e acatisia.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (sintomas-alvo) e efeitos adversos (acatisia, insônia, náusea). ECG com QTc basal e durante o ajuste. TDM de aripiprazol, se disponível, visando níveis séricos de 100-350 ng/mL.

Alternativas

Trocar a rifampicina por um antibiótico não indutor. Como alternativa ao aripiprazol, considerar um antipsicótico com metabolismo menos dependente do CYP3A4, como a paliperidona ou a olanzapina (com as ressalvas já mencionadas para esta última).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Citrome L et al. Clin Ther. 2007;29(9):2025-34.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Aripiprazol?

A combinação de Rifampicina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução profunda dos níveis de aripiprazol e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia antipsicótica ou antidepressiva (como adjuvante). O risco de recaída é alto. Evitar a coadministração. Se inevitável, aumentar a dose de aripiprazol com base na resposta clínica, podendo ser necessário triplicar ou quadruplicar a dose (ex.: de 15 mg para 45-60 mg/dia). Titular rapidamente (ex.: aumentar 10-15 mg a cada 3-5 dias). Após a retirada da rifampicina, reduzir o aripiprazol para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar náusea, insônia e acatisia.

Rifampicina e Aripiprazol interagem?

Sim, Rifampicina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o aripiprazol é metabolizado pelo cyp3a4 e cyp2d6 ao metabólito ativo de-hidroaripiprazol. a rifampicina é um potente indutor do cyp3a4 e moderado do cyp2d6. um estudo farmacocinético mostrou que a rifampicina reduziu a auc do aripiprazol em 73% e a cmax em 60%, com diminuição correspondente nos níveis do metabólito ativo.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável, aumentar a dose de aripiprazol com base na resposta clínica, podendo ser necessário triplicar ou quadruplicar a dose (ex.: de 15 mg para 45-60 mg/dia). titular rapidamente (ex.: aumentar 10-15 mg a cada 3-5 dias). após a retirada da rifampicina, reduzir o aripiprazol para a dose anterior em 1-2 semanas para evitar náusea, insônia e acatisia..

Qual o risco de Rifampicina com Aripiprazol?

O risco da associação Rifampicina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Redução profunda dos níveis de aripiprazol e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia antipsicótica ou antidepressiva (como adjuvante). O risco de recaída é alto. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas-alvo) e efeitos adversos (acatisia, insônia, náusea). ecg com qtc basal e durante o ajuste. tdm de aripiprazol, se disponível, visando níveis séricos de 100-350 ng/ml..

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Atualizado em junho/2026

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