Rifabutina + Lansoprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução moderada dos níveis de Lansoprazol (AUC reduzida em ~30-40%), podendo resultar em menor supressão ácida e falha no tratamento de DRGE ou úlcera péptica. Clinicamente relevante em pacientes que necessitam de controle ácido rigoroso.

Mecanismo

A Rifabutina induz o CYP3A4, que contribui para o metabolismo do Lansoprazol (hidroxilação via CYP3A4, Km ~ 50-100 μM). O Lansoprazol é metabolizado principalmente pelo CYP2C19, mas o CYP3A4 é responsável por cerca de 20-30% do metabolismo. A indução do CYP3A4 pela Rifabutina pode reduzir a AUC do Lansoprazol em 30-40%, diminuindo sua eficácia na supressão ácida.

📋Conduta Clinica

Aumentar a dose de Lansoprazol para 30 mg duas vezes ao dia (dose máxima) ou considerar a troca por um IBP com menor metabolismo via CYP3A4, como Pantoprazol. Monitorar a resposta clínica.

🔍O que monitorar

Avaliar sintomas de refluxo (questionário GERD-Q) semanalmente. Em casos de úlcera, monitorar cicatrização por endoscopia se necessário. Não é necessário monitoramento laboratorial específico.

Alternativas

Substituir Lansoprazol por Pantoprazol (metabolismo principalmente via CYP2C19 e conjugação) ou por um antagonista H2 (Famotidina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions: Table of Substrates, Inhibitors and Inducers; Estudo clínico: Saito M, et al. Eur J Clin Pharmacol. 2005;61(8):559-65.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Lansoprazol?

A combinação de Rifabutina com Lansoprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis de Lansoprazol (AUC reduzida em ~30-40%), podendo resultar em menor supressão ácida e falha no tratamento de DRGE ou úlcera péptica. Clinicamente relevante em pacientes que necessitam de controle ácido rigoroso. Aumentar a dose de Lansoprazol para 30 mg duas vezes ao dia (dose máxima) ou considerar a troca por um IBP com menor metabolismo via CYP3A4, como Pantoprazol. Monitorar a resposta clínica.

Rifabutina e Lansoprazol interagem?

Sim, Rifabutina e Lansoprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a rifabutina induz o cyp3a4, que contribui para o metabolismo do lansoprazol (hidroxilação via cyp3a4, km ~ 50-100 μm). o lansoprazol é metabolizado principalmente pelo cyp2c19, mas o cyp3a4 é responsável por cerca de 20-30% do metabolismo. a indução do cyp3a4 pela rifabutina pode reduzir a auc do lansoprazol em 30-40%, diminuindo sua eficácia na supressão ácida.. A conduta recomendada é: aumentar a dose de lansoprazol para 30 mg duas vezes ao dia (dose máxima) ou considerar a troca por um ibp com menor metabolismo via cyp3a4, como pantoprazol. monitorar a resposta clínica..

Qual o risco de Rifabutina com Lansoprazol?

O risco da associação Rifabutina + Lansoprazol é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis de Lansoprazol (AUC reduzida em ~30-40%), podendo resultar em menor supressão ácida e falha no tratamento de DRGE ou úlcera péptica. Clinicamente relevante em pacientes que necessitam de controle ácido rigoroso. Monitorar: avaliar sintomas de refluxo (questionário gerd-q) semanalmente. em casos de úlcera, monitorar cicatrização por endoscopia se necessário. não é necessário monitoramento laboratorial específico..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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