Rifabutina + Itraconazol
⚠O que acontece
Redução acentuada dos níveis de Itraconazol, com risco de falha no tratamento de infecções fúngicas graves (aspergilose, histoplasmose). Aumento dos níveis de Rifabutina, com risco de uveíte, hepatotoxicidade e neutropenia.
⚙Mecanismo
O Itraconazol é metabolizado extensivamente pela CYP3A4 (hidroxilação) e é um inibidor potente dessa enzima. A Rifabutina induz a CYP3A4, reduzindo os níveis de Itraconazol em 50-70%, podendo levar a concentrações subterapêuticas. Simultaneamente, o Itraconazol inibe o metabolismo da Rifabutina, aumentando seus níveis e risco de toxicidade. É uma interação bidirecional grave, mas classificada como moderada porque o Itraconazol pode ser monitorado por níveis séricos e a dose ajustada.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de Itraconazol (alvo: >1-2 µg/mL para tratamento) e aumentar a dose em 50-100% (ex.: de 200 mg/dia para 400 mg/dia). Ajustar dose de Rifabutina com base na tolerância clínica. Após a descontinuação de um dos fármacos, reajustar as doses.
🔍O que monitorar
Nível sérico de Itraconazol semanalmente até estabilização. Função hepática (TGO/TGP) e hemograma completo semanalmente. ECG com QTc basal e semanal. Avaliação oftalmológica se sintomas visuais. Monitorar resposta clínica à infecção fúngica.
↺Alternativas
Substituir Rifabutina por antibiótico não indutor, se possível. Ou trocar Itraconazol por Voriconazol (embora também haja interação, é mais previsível) ou Anfotericina B. O Fluconazol tem menor interação, mas espectro mais limitado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; Stockley's Drug Interactions; bula oficial Itraconazol (Janssen)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifabutina com Itraconazol?
A combinação de Rifabutina com Itraconazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução acentuada dos níveis de Itraconazol, com risco de falha no tratamento de infecções fúngicas graves (aspergilose, histoplasmose). Aumento dos níveis de Rifabutina, com risco de uveíte, hepatotoxicidade e neutropenia. Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de Itraconazol (alvo: >1-2 µg/mL para tratamento) e aumentar a dose em 50-100% (ex.: de 200 mg/dia para 400 mg/dia). Ajustar dose de Rifabutina com base na tolerância clínica. Após a descontinuação de um dos fármacos, reajustar as doses.
Rifabutina e Itraconazol interagem?
Sim, Rifabutina e Itraconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o itraconazol é metabolizado extensivamente pela cyp3a4 (hidroxilação) e é um inibidor potente dessa enzima. a rifabutina induz a cyp3a4, reduzindo os níveis de itraconazol em 50-70%, podendo levar a concentrações subterapêuticas. simultaneamente, o itraconazol inibe o metabolismo da rifabutina, aumentando seus níveis e risco de toxicidade. é uma interação bidirecional grave, mas classificada como moderada porque o itraconazol pode ser monitorado por níveis séricos e a dose ajustada.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1-2 µg/ml para tratamento) e aumentar a dose em 50-100% (ex.: de 200 mg/dia para 400 mg/dia). ajustar dose de rifabutina com base na tolerância clínica. após a descontinuação de um dos fármacos, reajustar as doses..
Qual o risco de Rifabutina com Itraconazol?
O risco da associação Rifabutina + Itraconazol é classificado como MODERADA. Redução acentuada dos níveis de Itraconazol, com risco de falha no tratamento de infecções fúngicas graves (aspergilose, histoplasmose). Aumento dos níveis de Rifabutina, com risco de uveíte, hepatotoxicidade e neutropenia. Monitorar: nível sérico de itraconazol semanalmente até estabilização. função hepática (tgo/tgp) e hemograma completo semanalmente. ecg com qtc basal e semanal. avaliação oftalmológica se sintomas visuais. monitorar resposta clínica à infecção fúngica..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 (moderada) e 2C9; voriconazol é substrato de CYP3A4, 2C9 e 2C19. Aumento de AUC de voriconazol estimado em 80-120%.
Interação bidirecional: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Cetoconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM). Cetoconazol inibe também a glicoproteína-P (P-gp), aumentando absorção e reduzindo efluxo de Verapamil. Estudos mostram aumento de 3-5x na AUC do Cetoconazol e 2-3x na AUC do Verapamil quando coadministrados.
Interação bidirecional potente: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Itraconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM) e P-gp. Itraconazol aumenta AUC do Verapamil em 2-3x. Verapamil aumenta AUC do Itraconazol em 2-4x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo.
Interação bidirecional: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via do Voriconazol (contribuição CYP3A4 ~70%). Voriconazol é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.5 µM), aumentando AUC do Verapamil em 2-3x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo. Voriconazol também inibe CYP2C19 (via secundária do Verapamil).
Atualizado em junho/2026
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