Rifabutina + Fentanil
⚠O que acontece
Redução grave dos níveis de Fentanil (AUC reduzida em ~50-80%), resultando em falha analgésica, potencial crise de abstinência e sofrimento do paciente. Risco de vida em situações de dor aguda ou cuidados paliativos.
⚙Mecanismo
A Rifabutina é um indutor potente do CYP3A4, principal via de metabolismo do Fentanil (N-desalquilação via CYP3A4, Km ~ 1-10 μM). A indução enzimática pode reduzir a AUC do Fentanil em 50-80%, dependendo da via de administração. O Fentanil tem um índice terapêutico estreito, e a redução dos níveis pode levar à perda abrupta de analgesia, com risco de crise de abstinência em pacientes dependentes. A magnitude do efeito é maior com administração oral ou transdérmica devido ao metabolismo de primeira passagem.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de Fentanil em 2-3 vezes (ex.: adesivo transdérmico de 25 mcg/h para 50-75 mcg/h) e titular cuidadosamente. Para Fentanil intravenoso, aumentar a dose em 50-100% e monitorar a resposta. Considerar a troca por um opioide não metabolizado por CYP3A4, como Morfina ou Hidromorfona.
🔍O que monitorar
Monitorar a analgesia (escala de dor) a cada 2-4 horas para IV, a cada 24 horas para transdérmico. Monitorar sinais de abstinência (agitação, sudorese, taquicardia) e efeitos adversos com o aumento da dose (depressão respiratória, sedação). Oximetria de pulso contínua se doses altas.
↺Alternativas
Substituir Fentanil por Morfina ou Hidromorfona (não metabolizados por CYP3A4). Se Rifabutina for essencial, considerar Metadona (com ajuste cuidadoso, pois também é substrato do CYP3A4, mas com perfil diferente).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions: Table of Substrates, Inhibitors and Inducers; Estudo clínico: Kharasch ED, et al. Clin Pharmacol Ther. 2004;76(5):452-66.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifabutina com Fentanil?
A combinação de Rifabutina com Fentanil apresenta interação de gravidade grave. Redução grave dos níveis de Fentanil (AUC reduzida em ~50-80%), resultando em falha analgésica, potencial crise de abstinência e sofrimento do paciente. Risco de vida em situações de dor aguda ou cuidados paliativos. Evitar a coadministração sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de Fentanil em 2-3 vezes (ex.: adesivo transdérmico de 25 mcg/h para 50-75 mcg/h) e titular cuidadosamente. Para Fentanil intravenoso, aumentar a dose em 50-100% e monitorar a resposta. Considerar a troca por um opioide não metabolizado por CYP3A4, como Morfina ou Hidromorfona.
Rifabutina e Fentanil interagem?
Sim, Rifabutina e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a rifabutina é um indutor potente do cyp3a4, principal via de metabolismo do fentanil (n-desalquilação via cyp3a4, km ~ 1-10 μm). a indução enzimática pode reduzir a auc do fentanil em 50-80%, dependendo da via de administração. o fentanil tem um índice terapêutico estreito, e a redução dos níveis pode levar à perda abrupta de analgesia, com risco de crise de abstinência em pacientes dependentes. a magnitude do efeito é maior com administração oral ou transdérmica devido ao metabolismo de primeira passagem.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração sempre que possível. se inevitável, aumentar a dose de fentanil em 2-3 vezes (ex.: adesivo transdérmico de 25 mcg/h para 50-75 mcg/h) e titular cuidadosamente. para fentanil intravenoso, aumentar a dose em 50-100% e monitorar a resposta. considerar a troca por um opioide não metabolizado por cyp3a4, como morfina ou hidromorfona..
Qual o risco de Rifabutina com Fentanil?
O risco da associação Rifabutina + Fentanil é classificado como GRAVE. Redução grave dos níveis de Fentanil (AUC reduzida em ~50-80%), resultando em falha analgésica, potencial crise de abstinência e sofrimento do paciente. Risco de vida em situações de dor aguda ou cuidados paliativos. Monitorar: monitorar a analgesia (escala de dor) a cada 2-4 horas para iv, a cada 24 horas para transdérmico. monitorar sinais de abstinência (agitação, sudorese, taquicardia) e efeitos adversos com o aumento da dose (depressão respiratória, sedação). oximetria de pulso contínua se doses altas..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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