Rifabutina + Colchicina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de colchicina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no controle de doenças inflamatórias. Risco de complicações por subtratamento.

Mecanismo

Rifabutina induz CYP3A4 e P-gp. Colchicina é substrato do CYP3A4 e da P-gp, com metabolismo hepático significativo e excreção biliar dependente de P-gp. A indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo e o efluxo da colchicina, reduzindo sua exposição. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC da colchicina em 50-70% e aumento da depuração em 2-3 vezes. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 40-60%. A colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito, e essa redução pode levar à falha no tratamento de gota aguda, febre familiar do Mediterrâneo ou pericardite, com risco de complicações graves (ex.: crise gotosa prolongada, amiloidose).

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de colchicina em 2-3 vezes sob supervisão médica rigorosa, com monitoramento de níveis séricos e toxicidade (diarreia, náuseas, mielossupressão, miopatia). No entanto, essa conduta é de alto risco devido à estreita janela terapêutica da colchicina. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a colchicina por outro anti-inflamatório (ex.: AINEs, corticosteroides, ou inibidores da IL-1 como anakinra para FMF).

🔍O que monitorar

Monitorar níveis séricos de colchicina (alvo: 0,5-3 ng/mL para eficácia, <5 ng/mL para toxicidade) semanalmente. Monitorar resposta clínica (resolução da crise gotosa, frequência de crises de FMF). Monitorar toxicidade: diarreia, náuseas, vômitos, hemograma completo, creatina quinase (CK) para miopatia.

Alternativas

Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir colchicina por AINEs (ex.: indometacina para gota), corticosteroides (ex.: prednisona para pericardite) ou anakinra (para FMF).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Relatos de caso de interação rifampicina-colchicina (Ben-Chetrit et al., Arthritis Rheum 1998); Diretrizes da European League Against Rheumatism (EULAR)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Colchicina?

A combinação de Rifabutina com Colchicina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa nos níveis plasmáticos de colchicina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no controle de doenças inflamatórias. Risco de complicações por subtratamento. Evitar a coadministração. Se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de colchicina em 2-3 vezes sob supervisão médica rigorosa, com monitoramento de níveis séricos e toxicidade (diarreia, náuseas, mielossupressão, miopatia). No entanto, essa conduta é de alto risco devido à estreita janela terapêutica da colchicina. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a colchicina por outro anti-inflamatório (ex.: AINEs, corticosteroides, ou inibidores da IL-1 como anakinra para FMF).

Rifabutina e Colchicina interagem?

Sim, Rifabutina e Colchicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4 e p-gp. colchicina é substrato do cyp3a4 e da p-gp, com metabolismo hepático significativo e excreção biliar dependente de p-gp. a indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo e o efluxo da colchicina, reduzindo sua exposição. estudos com rifampicina mostram redução da auc da colchicina em 50-70% e aumento da depuração em 2-3 vezes. com rifabutina, espera-se redução da auc de 40-60%. a colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito, e essa redução pode levar à falha no tratamento de gota aguda, febre familiar do mediterrâneo ou pericardite, com risco de complicações graves (ex.: crise gotosa prolongada, amiloidose).. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de colchicina em 2-3 vezes sob supervisão médica rigorosa, com monitoramento de níveis séricos e toxicidade (diarreia, náuseas, mielossupressão, miopatia). no entanto, essa conduta é de alto risco devido à estreita janela terapêutica da colchicina. alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir a colchicina por outro anti-inflamatório (ex.: aines, corticosteroides, ou inibidores da il-1 como anakinra para fmf)..

Qual o risco de Rifabutina com Colchicina?

O risco da associação Rifabutina + Colchicina é classificado como GRAVE. Redução significativa nos níveis plasmáticos de colchicina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no controle de doenças inflamatórias. Risco de complicações por subtratamento. Monitorar: monitorar níveis séricos de colchicina (alvo: 0,5-3 ng/ml para eficácia, <5 ng/ml para toxicidade) semanalmente. monitorar resposta clínica (resolução da crise gotosa, frequência de crises de fmf). monitorar toxicidade: diarreia, náuseas, vômitos, hemograma completo, creatina quinase (ck) para miopatia..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.