Ranolazina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Aumento da exposição à venlafaxina, potencializando efeitos serotoninérgicos (náusea, tontura, hipertensão) e risco de prolongamento QTc aditivo, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural).
⚙Mecanismo
Ranolazina é um inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~ 1.7 μM), principal via de metabolismo da venlafaxina para seu metabólito ativo O-desmetilvenlafaxina. A inibição pode aumentar a AUC da venlafaxina em 2-3 vezes, especialmente em metabolizadores rápidos. Além disso, ambos os fármacos bloqueiam canais hERG (IKr), com efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, iniciar venlafaxina na menor dose (37.5 mg/dia) e titular lentamente. Considerar reduzir a dose de venlafaxina em 50% se já estiver em uso. Monitorar ECG basal e após 1-2 semanas. Manter K+ sérico > 4.0 mEq/L e Mg2+ > 2.0 mg/dL. Evitar em pacientes com QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres).
🔍O que monitorar
ECG com QTc antes do início e 1-2 semanas após ajuste de dose; eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 3-6 meses; pressão arterial e frequência cardíaca; sinais de toxicidade serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia).
↺Alternativas
Substituir venlafaxina por desvenlafaxina (metabólito ativo, menor dependência de CYP2D6) ou sertralina (menor inibição de canais hERG). Alternativamente, trocar ranolazina por ivabradina ou betabloqueador, se indicado para angina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024; FDA Label Ranolazina
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ranolazina com Venlafaxina?
A combinação de Ranolazina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à venlafaxina, potencializando efeitos serotoninérgicos (náusea, tontura, hipertensão) e risco de prolongamento QTc aditivo, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Se a combinação for necessária, iniciar venlafaxina na menor dose (37.5 mg/dia) e titular lentamente. Considerar reduzir a dose de venlafaxina em 50% se já estiver em uso. Monitorar ECG basal e após 1-2 semanas. Manter K+ sérico > 4.0 mEq/L e Mg2+ > 2.0 mg/dL. Evitar em pacientes com QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres).
Ranolazina e Venlafaxina interagem?
Sim, Ranolazina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ki ~ 1.7 μm), principal via de metabolismo da venlafaxina para seu metabólito ativo o-desmetilvenlafaxina. a inibição pode aumentar a auc da venlafaxina em 2-3 vezes, especialmente em metabolizadores rápidos. além disso, ambos os fármacos bloqueiam canais herg (ikr), com efeito aditivo no prolongamento do intervalo qtc.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, iniciar venlafaxina na menor dose (37.5 mg/dia) e titular lentamente. considerar reduzir a dose de venlafaxina em 50% se já estiver em uso. monitorar ecg basal e após 1-2 semanas. manter k+ sérico > 4.0 meq/l e mg2+ > 2.0 mg/dl. evitar em pacientes com qtc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres)..
Qual o risco de Ranolazina com Venlafaxina?
O risco da associação Ranolazina + Venlafaxina é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à venlafaxina, potencializando efeitos serotoninérgicos (náusea, tontura, hipertensão) e risco de prolongamento QTc aditivo, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Monitorar: ecg com qtc antes do início e 1-2 semanas após ajuste de dose; eletrólitos (k+, mg2+) a cada 3-6 meses; pressão arterial e frequência cardíaca; sinais de toxicidade serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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