Ranolazina + Risperidona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento da exposição à risperidona, com risco de acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia e prolongamento QTc > 500 ms, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em doses > 4 mg/dia ou em idosos.

Mecanismo

Ranolazina inibe CYP2D6 (Ki ~ 1.7 μM), principal via de metabolismo da risperidona para seu metabólito ativo paliperidona. A inibição pode aumentar a AUC da risperidona em 2-3 vezes, elevando o risco de efeitos extrapiramidais e prolongamento QTc. Ambos bloqueiam canais hERG, com efeito aditivo no QTc.

📋Conduta Clinica

Se a combinação for necessária, reduzir dose de risperidona em 50% e titular conforme resposta. ECG basal e após 1 semana. Manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Evitar em pacientes com QTc basal > 450 ms. Suspender risperidona se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal e semanal até estabilização; eletrólitos; sinais de efeitos extrapiramidais; prolactina sérica se sintomas; resposta clínica.

Alternativas

Substituir risperidona por paliperidona (metabólito ativo, menor dependência de CYP2D6) ou olanzapina. Alternativamente, trocar ranolazina por ivabradina ou betabloqueador.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024; FDA Label Risperidona

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ranolazina com Risperidona?

A combinação de Ranolazina com Risperidona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à risperidona, com risco de acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia e prolongamento QTc > 500 ms, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em doses > 4 mg/dia ou em idosos. Se a combinação for necessária, reduzir dose de risperidona em 50% e titular conforme resposta. ECG basal e após 1 semana. Manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Evitar em pacientes com QTc basal > 450 ms. Suspender risperidona se QTc > 500 ms.

Ranolazina e Risperidona interagem?

Sim, Ranolazina e Risperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina inibe cyp2d6 (ki ~ 1.7 μm), principal via de metabolismo da risperidona para seu metabólito ativo paliperidona. a inibição pode aumentar a auc da risperidona em 2-3 vezes, elevando o risco de efeitos extrapiramidais e prolongamento qtc. ambos bloqueiam canais herg, com efeito aditivo no qtc.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, reduzir dose de risperidona em 50% e titular conforme resposta. ecg basal e após 1 semana. manter k+ > 4.0 e mg2+ > 2.0. evitar em pacientes com qtc basal > 450 ms. suspender risperidona se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Ranolazina com Risperidona?

O risco da associação Ranolazina + Risperidona é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à risperidona, com risco de acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia e prolongamento QTc > 500 ms, com possibilidade de torsades de pointes, especialmente em doses > 4 mg/dia ou em idosos. Monitorar: ecg com qtc basal e semanal até estabilização; eletrólitos; sinais de efeitos extrapiramidais; prolactina sérica se sintomas; resposta clínica..

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Atualizado em junho/2026

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