Ranolazina + Oxicodona
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis plasmáticos de oxicodona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como depressão respiratória, sedação excessiva, constipação grave e risco de dependência. Pode ocorrer redução da formação de oximorfona, mas o efeito clínico é dominado pelo acúmulo de oxicodona.
⚙Mecanismo
Ranolazina é um inibidor moderado da CYP2D6 (IC50 ~ 5-10 μM), enzima primária responsável pela O-desmetilação da oxicodona a oximorfona (metabólito ativo). A inibição reduz a depuração da oxicodona, aumentando sua AUC em aproximadamente 50-80% com base em estudos com outros inibidores moderados de CYP2D6. A oxicodona também é metabolizada pela CYP3A4 (via menor), mas a CYP2D6 é a principal via para analgesia.
📋Conduta Clinica
Iniciar oxicodona com 50% da dose usual se ranolazina já estiver em uso. Se oxicodona já estiver em uso, reduzir dose em 30-50% ao iniciar ranolazina. Titular conforme resposta analgésica e tolerabilidade. Evitar formulações de liberação prolongada se possível.
🔍O que monitorar
Monitorar sedação (escala de Ramsay), frequência respiratória (<12 rpm), constipação e necessidade de analgésico de resgate. Ajustar dose a cada 2-3 dias conforme resposta clínica. Não há necessidade de monitoramento de nível sérico de oxicodona na rotina.
↺Alternativas
Considerar analgésicos não metabolizados por CYP2D6, como morfina (glicuronidação) ou tapentadol (glicuronidação e CYP2C9/2C19). Se ranolazina for essencial, preferir oxicodona em doses baixas com monitoramento rigoroso.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; bula ranolazina (Ranexa); estudos de interação com inibidores CYP2D6
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ranolazina com Oxicodona?
A combinação de Ranolazina com Oxicodona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de oxicodona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como depressão respiratória, sedação excessiva, constipação grave e risco de dependência. Pode ocorrer redução da formação de oximorfona, mas o efeito clínico é dominado pelo acúmulo de oxicodona. Iniciar oxicodona com 50% da dose usual se ranolazina já estiver em uso. Se oxicodona já estiver em uso, reduzir dose em 30-50% ao iniciar ranolazina. Titular conforme resposta analgésica e tolerabilidade. Evitar formulações de liberação prolongada se possível.
Ranolazina e Oxicodona interagem?
Sim, Ranolazina e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ic50 ~ 5-10 μm), enzima primária responsável pela o-desmetilação da oxicodona a oximorfona (metabólito ativo). a inibição reduz a depuração da oxicodona, aumentando sua auc em aproximadamente 50-80% com base em estudos com outros inibidores moderados de cyp2d6. a oxicodona também é metabolizada pela cyp3a4 (via menor), mas a cyp2d6 é a principal via para analgesia.. A conduta recomendada é: iniciar oxicodona com 50% da dose usual se ranolazina já estiver em uso. se oxicodona já estiver em uso, reduzir dose em 30-50% ao iniciar ranolazina. titular conforme resposta analgésica e tolerabilidade. evitar formulações de liberação prolongada se possível..
Qual o risco de Ranolazina com Oxicodona?
O risco da associação Ranolazina + Oxicodona é classificado como MODERADA. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de oxicodona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como depressão respiratória, sedação excessiva, constipação grave e risco de dependência. Pode ocorrer redução da formação de oximorfona, mas o efeito clínico é dominado pelo acúmulo de oxicodona. Monitorar: monitorar sedação (escala de ramsay), frequência respiratória (<12 rpm), constipação e necessidade de analgésico de resgate. ajustar dose a cada 2-3 dias conforme resposta clínica. não há necessidade de monitoramento de nível sérico de oxicodona na rotina..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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