Ranolazina + Duloxetina
⚠O que acontece
Aumento da exposição à duloxetina, com risco de náusea, tontura, insônia e, principalmente, hepatotoxicidade (elevação de transaminases > 3x LSN), especialmente em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso de álcool.
⚙Mecanismo
Ranolazina inibe CYP2D6 (Ki ~ 1.7 μM), enzima que metaboliza duloxetina a metabólitos inativos. A inibição pode aumentar a AUC da duloxetina em 2-3 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade dose-dependente. Duloxetina também é substrato da CYP1A2, mas a contribuição é menor.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, iniciar duloxetina com 30 mg/dia e não exceder 60 mg/dia. Monitorar transaminases (ALT/AST) antes do início e a cada 1-3 meses nos primeiros 6 meses. Evitar em pacientes com hepatopatia ou consumo excessivo de álcool. Suspender duloxetina se ALT > 3x LSN com sintomas ou > 5x LSN assintomático.
🔍O que monitorar
ALT/AST basal e a cada 1-3 meses; bilirrubinas se transaminases elevadas; resposta clínica (eficácia antidepressiva e efeitos adversos).
↺Alternativas
Substituir duloxetina por sertralina ou citalopram (menor metabolismo por CYP2D6). Alternativamente, trocar ranolazina por ivabradina ou betabloqueador.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Label Duloxetina
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ranolazina com Duloxetina?
A combinação de Ranolazina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à duloxetina, com risco de náusea, tontura, insônia e, principalmente, hepatotoxicidade (elevação de transaminases > 3x LSN), especialmente em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso de álcool. Se a combinação for necessária, iniciar duloxetina com 30 mg/dia e não exceder 60 mg/dia. Monitorar transaminases (ALT/AST) antes do início e a cada 1-3 meses nos primeiros 6 meses. Evitar em pacientes com hepatopatia ou consumo excessivo de álcool. Suspender duloxetina se ALT > 3x LSN com sintomas ou > 5x LSN assintomático.
Ranolazina e Duloxetina interagem?
Sim, Ranolazina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina inibe cyp2d6 (ki ~ 1.7 μm), enzima que metaboliza duloxetina a metabólitos inativos. a inibição pode aumentar a auc da duloxetina em 2-3 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade dose-dependente. duloxetina também é substrato da cyp1a2, mas a contribuição é menor.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, iniciar duloxetina com 30 mg/dia e não exceder 60 mg/dia. monitorar transaminases (alt/ast) antes do início e a cada 1-3 meses nos primeiros 6 meses. evitar em pacientes com hepatopatia ou consumo excessivo de álcool. suspender duloxetina se alt > 3x lsn com sintomas ou > 5x lsn assintomático..
Qual o risco de Ranolazina com Duloxetina?
O risco da associação Ranolazina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à duloxetina, com risco de náusea, tontura, insônia e, principalmente, hepatotoxicidade (elevação de transaminases > 3x LSN), especialmente em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso de álcool. Monitorar: alt/ast basal e a cada 1-3 meses; bilirrubinas se transaminases elevadas; resposta clínica (eficácia antidepressiva e efeitos adversos)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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