Ranolazina + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes, sedação, hipotensão, convulsões e toxicidade anticolinérgica grave.

Mecanismo

Ranolazina inibe CYP2D6 (Ki ~ 1.7 μM), principal via de metabolismo da clomipramina para seu metabólito ativo desmetilclomipramina. A inibição pode aumentar a AUC da clomipramina em 2-4 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade e convulsões. Ambos bloqueiam canais hERG, com efeito aditivo no QTc.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (alvo: 150-300 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). ECG basal e após 1 semana. Manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Suspender se QTc > 500 ms ou convulsões.

🔍O que monitorar

Nível sérico de clomipramina/desmetilclomipramina após 5-7 dias do ajuste; ECG com QTc basal e semanal; eletrólitos; sinais de toxicidade neurológica e cardiovascular.

Alternativas

Substituir clomipramina por sertralina ou fluoxetina (menor risco cardíaco, mas fluoxetina também inibe CYP2D6). Alternativamente, trocar ranolazina por ivabradina ou betabloqueador.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024; FDA Label Clomipramina

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ranolazina com Clomipramina?

A combinação de Ranolazina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes, sedação, hipotensão, convulsões e toxicidade anticolinérgica grave. Evitar associação. Se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (alvo: 150-300 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). ECG basal e após 1 semana. Manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Suspender se QTc > 500 ms ou convulsões.

Ranolazina e Clomipramina interagem?

Sim, Ranolazina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina inibe cyp2d6 (ki ~ 1.7 μm), principal via de metabolismo da clomipramina para seu metabólito ativo desmetilclomipramina. a inibição pode aumentar a auc da clomipramina em 2-4 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade e convulsões. ambos bloqueiam canais herg, com efeito aditivo no qtc.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (alvo: 150-300 ng/ml para clomipramina + desmetilclomipramina). ecg basal e após 1 semana. manter k+ > 4.0 e mg2+ > 2.0. suspender se qtc > 500 ms ou convulsões..

Qual o risco de Ranolazina com Clomipramina?

O risco da associação Ranolazina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes, sedação, hipotensão, convulsões e toxicidade anticolinérgica grave. Monitorar: nível sérico de clomipramina/desmetilclomipramina após 5-7 dias do ajuste; ecg com qtc basal e semanal; eletrólitos; sinais de toxicidade neurológica e cardiovascular..

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Atualizado em junho/2026

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