Pregabalina + Tramadol
⚠O que acontece
Sedação, depressão respiratória (FR <12 irpm), síndrome serotoninérgica (agitação, diaforese, taquicardia, clônus), náusea, constipação, tontura, convulsões (risco 2-4x maior em pacientes com epilepsia ou uso de outros serotoninérgicos).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Pregabalina reduz liberação de neurotransmissores excitatórios via subunidade alfa-2-delta. Tramadol é agonista opioide mu (Ki ~2μM) e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). O tramadol é metabolizado por CYP2D6 (Km ~20μM) a O-desmetiltramadol (metabólito ativo com afinidade 200x maior por receptor mu). A coadministração pode aumentar a sedação em 50-70%, com risco de síndrome serotoninérgica (tremor, hiperreflexia, clônus) e depressão respiratória (efeito aditivo opioide). Risco de convulsões: tramadol reduz limiar convulsivo, pregabalina é anticonvulsivante, mas a combinação pode mascarar ou precipitar crises em suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Iniciar tramadol com 25-50mg a cada 6-8h (máximo 200mg/dia em idosos, 400mg/dia em adultos). Pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. Evitar coadministração em pacientes com história de convulsões, síndrome serotoninérgica ou uso de IMAOs nas últimas 2 semanas. Não exceder dose máxima de tramadol e evitar outros serotoninérgicos (ISRS, IRSN, linezolida). Orientar evitar álcool e dirigir até estabilização por 2 semanas.
🔍O que monitorar
Monitorar FR e SpO2 a cada 2h nas primeiras 24h de coadministração, depois a cada turno se internado. Avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (escala de Hunter) a cada consulta: se clônus ocular ou induzível + agitação/diaforese, suspender tramadol imediatamente. Em pacientes ambulatoriais, orientar retorno se tremor, confusão ou febre. Monitorar função renal e hepática a cada 3 meses.
↺Alternativas
Para dor moderada, considerar codeína 30-60mg a cada 4-6h (menor risco serotoninérgico) ou AINEs tópicos/sistêmicos. Para dor neuropática, monoterapia com pregabalina em dose plena ou duloxetina 60mg/dia.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Foong et al. Drug Saf 2022;45(8):863-879.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Pregabalina com Tramadol?
A combinação de Pregabalina com Tramadol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação, depressão respiratória (FR <12 irpm), síndrome serotoninérgica (agitação, diaforese, taquicardia, clônus), náusea, constipação, tontura, convulsões (risco 2-4x maior em pacientes com epilepsia ou uso de outros serotoninérgicos). Iniciar tramadol com 25-50mg a cada 6-8h (máximo 200mg/dia em idosos, 400mg/dia em adultos). Pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. Evitar coadministração em pacientes com história de convulsões, síndrome serotoninérgica ou uso de IMAOs nas últimas 2 semanas. Não exceder dose máxima de tramadol e evitar outros serotoninérgicos (ISRS, IRSN, linezolida). Orientar evitar álcool e dirigir até estabilização por 2 semanas.
Pregabalina e Tramadol interagem?
Sim, Pregabalina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. pregabalina reduz liberação de neurotransmissores excitatórios via subunidade alfa-2-delta. tramadol é agonista opioide mu (ki ~2μm) e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (irsn). o tramadol é metabolizado por cyp2d6 (km ~20μm) a o-desmetiltramadol (metabólito ativo com afinidade 200x maior por receptor mu). a coadministração pode aumentar a sedação em 50-70%, com risco de síndrome serotoninérgica (tremor, hiperreflexia, clônus) e depressão respiratória (efeito aditivo opioide). risco de convulsões: tramadol reduz limiar convulsivo, pregabalina é anticonvulsivante, mas a combinação pode mascarar ou precipitar crises em suscetíveis.. A conduta recomendada é: iniciar tramadol com 25-50mg a cada 6-8h (máximo 200mg/dia em idosos, 400mg/dia em adultos). pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. evitar coadministração em pacientes com história de convulsões, síndrome serotoninérgica ou uso de imaos nas últimas 2 semanas. não exceder dose máxima de tramadol e evitar outros serotoninérgicos (isrs, irsn, linezolida). orientar evitar álcool e dirigir até estabilização por 2 semanas..
Qual o risco de Pregabalina com Tramadol?
O risco da associação Pregabalina + Tramadol é classificado como MODERADA. Sedação, depressão respiratória (FR <12 irpm), síndrome serotoninérgica (agitação, diaforese, taquicardia, clônus), náusea, constipação, tontura, convulsões (risco 2-4x maior em pacientes com epilepsia ou uso de outros serotoninérgicos). Monitorar: monitorar fr e spo2 a cada 2h nas primeiras 24h de coadministração, depois a cada turno se internado. avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (escala de hunter) a cada consulta: se clônus ocular ou induzível + agitação/diaforese, suspender tramadol imediatamente. em pacientes ambulatoriais, orientar retorno se tremor, confusão ou febre. monitorar função renal e hepática a cada 3 meses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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