Pregabalina + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação, fadiga, bradicardia (FC <50 bpm), hipotensão ortostática, tontura, depressão respiratória leve (FR <14 irpm), extremidades frias, pesadelos vívidos.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Pregabalina reduz liberação de neurotransmissores excitatórios via subunidade alfa-2-delta. Propranolol é betabloqueador lipofílico (logP 3.48) que atravessa a barreira hematoencefálica, antagonizando receptores beta-adrenérgicos centrais e reduzindo a atividade noradrenérgica. O propranolol também inibe a conversão periférica de T4 em T3, podendo causar fadiga. A coadministração pode aumentar a sedação em 30-50%, com bradicardia aditiva (redução de FC em 10-15 bpm). Risco de hipotensão ortostática e broncoespasmo em suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Iniciar propranolol com 10-20mg 2-3x/dia, titular a cada 3-5 dias conforme FC e PA. Pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. Evitar coadministração em pacientes com FC basal <60 bpm, asma ou DPOC. Monitorar FC antes de cada dose de propranolol; suspender se FC <50 bpm. Orientar levantar-se lentamente e evitar exercícios extenuantes até estabilização.
🔍O que monitorar
Monitorar FC e PA em repouso e ortostática diariamente na primeira semana de coadministração. Realizar ECG se FC <50 bpm ou sintomas de bradicardia. Avaliar nível de sedação (escala de Ramsay) e FR a cada consulta. Em idosos, monitorar risco de quedas e função renal (creatinina sérica) a cada 3 meses.
↺Alternativas
Para ansiedade, considerar betabloqueador hidrofílico (atenolol 25-50mg/dia) com menor penetração no SNC, ou buspirona 5-10mg 2x/dia. Para dor neuropática, monoterapia com pregabalina em dose plena (até 600mg/dia).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; Micromedex 2024; McAinsh et al. Br J Clin Pharmacol 2020;86(4):712-721.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Pregabalina com Propranolol?
A combinação de Pregabalina com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação, fadiga, bradicardia (FC <50 bpm), hipotensão ortostática, tontura, depressão respiratória leve (FR <14 irpm), extremidades frias, pesadelos vívidos. Iniciar propranolol com 10-20mg 2-3x/dia, titular a cada 3-5 dias conforme FC e PA. Pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. Evitar coadministração em pacientes com FC basal <60 bpm, asma ou DPOC. Monitorar FC antes de cada dose de propranolol; suspender se FC <50 bpm. Orientar levantar-se lentamente e evitar exercícios extenuantes até estabilização.
Pregabalina e Propranolol interagem?
Sim, Pregabalina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. pregabalina reduz liberação de neurotransmissores excitatórios via subunidade alfa-2-delta. propranolol é betabloqueador lipofílico (logp 3.48) que atravessa a barreira hematoencefálica, antagonizando receptores beta-adrenérgicos centrais e reduzindo a atividade noradrenérgica. o propranolol também inibe a conversão periférica de t4 em t3, podendo causar fadiga. a coadministração pode aumentar a sedação em 30-50%, com bradicardia aditiva (redução de fc em 10-15 bpm). risco de hipotensão ortostática e broncoespasmo em suscetíveis.. A conduta recomendada é: iniciar propranolol com 10-20mg 2-3x/dia, titular a cada 3-5 dias conforme fc e pa. pregabalina: iniciar com 25-75mg/dia, titular a cada 3-7 dias. evitar coadministração em pacientes com fc basal <60 bpm, asma ou dpoc. monitorar fc antes de cada dose de propranolol; suspender se fc <50 bpm. orientar levantar-se lentamente e evitar exercícios extenuantes até estabilização..
Qual o risco de Pregabalina com Propranolol?
O risco da associação Pregabalina + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação, fadiga, bradicardia (FC <50 bpm), hipotensão ortostática, tontura, depressão respiratória leve (FR <14 irpm), extremidades frias, pesadelos vívidos. Monitorar: monitorar fc e pa em repouso e ortostática diariamente na primeira semana de coadministração. realizar ecg se fc <50 bpm ou sintomas de bradicardia. avaliar nível de sedação (escala de ramsay) e fr a cada consulta. em idosos, monitorar risco de quedas e função renal (creatinina sérica) a cada 3 meses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.