Posaconazol + Metadona
⚠O que acontece
Risco aumentado de depressão respiratória, sedação prolongada e torsades de pointes por prolongamento QTc aditivo.
⚙Mecanismo
Posaconazol inibe CYP3A4 (via principal da metadona), CYP2B6 e CYP2C19. Aumento de AUC de metadona pode chegar a 30-100%. Posaconazol também prolonga QTc.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se inevitável, reduzir metadona em 30-50% e realizar ECG basal + QTc a cada 48h. Manter QTc <500 ms.
🔍O que monitorar
ECG com QTc corrigido (método de Fridericia), frequência respiratória, sedação e nível sérico de metadona se disponível.
↺Alternativas
Buprenorfina (menor risco QT e menor dependência de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA labels
Perguntas Frequentes
Pode tomar Posaconazol com Metadona?
A combinação de Posaconazol com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de depressão respiratória, sedação prolongada e torsades de pointes por prolongamento QTc aditivo. Evitar associação. Se inevitável, reduzir metadona em 30-50% e realizar ECG basal + QTc a cada 48h. Manter QTc <500 ms.
Posaconazol e Metadona interagem?
Sim, Posaconazol e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve posaconazol inibe cyp3a4 (via principal da metadona), cyp2b6 e cyp2c19. aumento de auc de metadona pode chegar a 30-100%. posaconazol também prolonga qtc.. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável, reduzir metadona em 30-50% e realizar ecg basal + qtc a cada 48h. manter qtc <500 ms..
Qual o risco de Posaconazol com Metadona?
O risco da associação Posaconazol + Metadona é classificado como GRAVE. Risco aumentado de depressão respiratória, sedação prolongada e torsades de pointes por prolongamento QTc aditivo. Monitorar: ecg com qtc corrigido (método de fridericia), frequência respiratória, sedação e nível sérico de metadona se disponível..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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