Posaconazol + Clozapina
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis de clozapina (2-3x), com risco de toxicidade grave: convulsões, sedação profunda, sialorreia, hipotensão, miocardite e agranulocitose. Prolongamento aditivo do QTc com risco de torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Posaconazol é inibidor potente de CYP3A4 (IC50 ~0.1-0.5 μM). Clozapina é metabolizada principalmente por CYP1A2 e CYP3A4, com contribuição menor de CYP2C19 e CYP2D6. A inibição de CYP3A4 pode aumentar os níveis de clozapina em 2-3 vezes, com relatos de casos de toxicidade grave (convulsões, agranulocitose, miocardite). Além disso, ambos os fármacos podem prolongar o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável e sem alternativa antifúngica: reduzir dose de clozapina em 50-75% (ex: de 300 mg/dia para 75-100 mg/dia) antes de iniciar posaconazol. Monitorar nível sérico de clozapina (alvo: 350-600 ng/mL) semanalmente até estabilização. Ajustar dose conforme nível sérico e resposta clínica. Se posaconazol for descontinuado, aumentar clozapina gradualmente (25-50 mg a cada 3-4 dias) até dose anterior, monitorando níveis.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clozapina e norclozapina basal e semanal até estabilidade (4-6 semanas). ECG basal e semanal no primeiro mês (QTc <470 ms homens, <480 ms mulheres). Hemograma completo semanal (risco de agranulocitose potencializado). Sinais vitais (PA, FC) diários. Avaliar sedação, sialorreia, mioclonias. Troponina e ecocardiograma se suspeita de miocardite.
↺Alternativas
Antifúngico não azólico (equinocandina ou anfotericina B) é preferível. Se azólico for necessário, fluconazol (inibidor moderado de CYP3A4, mas inibidor de CYP2C19) pode ser considerado com ajuste menor de clozapina. Alternativa antipsicótica: olanzapina (menor interação) ou haloperidol (metabolismo por CYP2D6 e glucuronidação), mas ambos também prolongam QTc.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA labeling clozapina; relatos de caso (J Clin Psychopharmacol 2006, 2012)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Posaconazol com Clozapina?
A combinação de Posaconazol com Clozapina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis de clozapina (2-3x), com risco de toxicidade grave: convulsões, sedação profunda, sialorreia, hipotensão, miocardite e agranulocitose. Prolongamento aditivo do QTc com risco de torsades de pointes. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável e sem alternativa antifúngica: reduzir dose de clozapina em 50-75% (ex: de 300 mg/dia para 75-100 mg/dia) antes de iniciar posaconazol. Monitorar nível sérico de clozapina (alvo: 350-600 ng/mL) semanalmente até estabilização. Ajustar dose conforme nível sérico e resposta clínica. Se posaconazol for descontinuado, aumentar clozapina gradualmente (25-50 mg a cada 3-4 dias) até dose anterior, monitorando níveis.
Posaconazol e Clozapina interagem?
Sim, Posaconazol e Clozapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve posaconazol é inibidor potente de cyp3a4 (ic50 ~0.1-0.5 μm). clozapina é metabolizada principalmente por cyp1a2 e cyp3a4, com contribuição menor de cyp2c19 e cyp2d6. a inibição de cyp3a4 pode aumentar os níveis de clozapina em 2-3 vezes, com relatos de casos de toxicidade grave (convulsões, agranulocitose, miocardite). além disso, ambos os fármacos podem prolongar o intervalo qtc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável e sem alternativa antifúngica: reduzir dose de clozapina em 50-75% (ex: de 300 mg/dia para 75-100 mg/dia) antes de iniciar posaconazol. monitorar nível sérico de clozapina (alvo: 350-600 ng/ml) semanalmente até estabilização. ajustar dose conforme nível sérico e resposta clínica. se posaconazol for descontinuado, aumentar clozapina gradualmente (25-50 mg a cada 3-4 dias) até dose anterior, monitorando níveis..
Qual o risco de Posaconazol com Clozapina?
O risco da associação Posaconazol + Clozapina é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis de clozapina (2-3x), com risco de toxicidade grave: convulsões, sedação profunda, sialorreia, hipotensão, miocardite e agranulocitose. Prolongamento aditivo do QTc com risco de torsades de pointes. Monitorar: nível sérico de clozapina e norclozapina basal e semanal até estabilidade (4-6 semanas). ecg basal e semanal no primeiro mês (qtc <470 ms homens, <480 ms mulheres). hemograma completo semanal (risco de agranulocitose potencializado). sinais vitais (pa, fc) diários. avaliar sedação, sialorreia, mioclonias. troponina e ecocardiograma se suspeita de miocardite..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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