Posaconazol + Carbamazepina
⚠O que acontece
Risco de toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, sedação, hepatotoxicidade, SIADH) e falha terapêutica do posaconazol (infecção fúngica progressiva).
⚙Mecanismo
Interação bidirecional: Posaconazol inibe CYP3A4 (IC50 ~0.1-0.5 μM), principal via de metabolismo da carbamazepina (também epóxido hidrolase). A inibição pode aumentar os níveis de carbamazepina em 50-100%, com risco de toxicidade neurológica e hepática. Simultaneamente, carbamazepina é um indutor potente de CYP3A4 e glicoproteína-P, podendo reduzir os níveis de posaconazol em 50-70%, levando a falha terapêutica antifúngica. Esta interação é contraindicada pela bula do posaconazol.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. É contraindicada. Se absolutamente necessário (sem alternativas), requer: 1) Reduzir carbamazepina em 50% antes de iniciar posaconazol; 2) Monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/L) a cada 3-4 dias; 3) Monitorar nível sérico de posaconazol (alvo: >0.7 μg/mL para profilaxia, >1.0 μg/mL para tratamento) semanalmente; 4) Ajustar doses conforme níveis. Considerar anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lacosamida) se possível.
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina e seu metabólito epóxido basal e a cada 3-4 dias até estabilidade. Nível sérico de posaconazol (vale) semanal. Sinais de toxicidade neurológica (nistagmo, ataxia, diplopia). Hemograma, TGO/TGP, sódio sérico (SIADH) semanalmente. Monitorar eficácia antifúngica (culturas, biomarcadores fúngicos).
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor enzimático (levetiracetam, lacosamida, ácido valproico - atenção: valproato inibe epóxido hidrolase, aumentando carbamazepina-epóxido). Se carbamazepina for insubstituível, usar antifúngico não azólico (equinocandina, anfotericina B).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA labeling posaconazol (contraindicação explícita); relatos de caso (Antimicrob Agents Chemother 2007)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Posaconazol com Carbamazepina?
A combinação de Posaconazol com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Risco de toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, sedação, hepatotoxicidade, SIADH) e falha terapêutica do posaconazol (infecção fúngica progressiva). Evitar associação. É contraindicada. Se absolutamente necessário (sem alternativas), requer: 1) Reduzir carbamazepina em 50% antes de iniciar posaconazol; 2) Monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/L) a cada 3-4 dias; 3) Monitorar nível sérico de posaconazol (alvo: >0.7 μg/mL para profilaxia, >1.0 μg/mL para tratamento) semanalmente; 4) Ajustar doses conforme níveis. Considerar anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lacosamida) se possível.
Posaconazol e Carbamazepina interagem?
Sim, Posaconazol e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional: posaconazol inibe cyp3a4 (ic50 ~0.1-0.5 μm), principal via de metabolismo da carbamazepina (também epóxido hidrolase). a inibição pode aumentar os níveis de carbamazepina em 50-100%, com risco de toxicidade neurológica e hepática. simultaneamente, carbamazepina é um indutor potente de cyp3a4 e glicoproteína-p, podendo reduzir os níveis de posaconazol em 50-70%, levando a falha terapêutica antifúngica. esta interação é contraindicada pela bula do posaconazol.. A conduta recomendada é: evitar associação. é contraindicada. se absolutamente necessário (sem alternativas), requer: 1) reduzir carbamazepina em 50% antes de iniciar posaconazol; 2) monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/l) a cada 3-4 dias; 3) monitorar nível sérico de posaconazol (alvo: >0.7 μg/ml para profilaxia, >1.0 μg/ml para tratamento) semanalmente; 4) ajustar doses conforme níveis. considerar anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lacosamida) se possível..
Qual o risco de Posaconazol com Carbamazepina?
O risco da associação Posaconazol + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Risco de toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, sedação, hepatotoxicidade, SIADH) e falha terapêutica do posaconazol (infecção fúngica progressiva). Monitorar: nível sérico de carbamazepina e seu metabólito epóxido basal e a cada 3-4 dias até estabilidade. nível sérico de posaconazol (vale) semanal. sinais de toxicidade neurológica (nistagmo, ataxia, diplopia). hemograma, tgo/tgp, sódio sérico (siadh) semanalmente. monitorar eficácia antifúngica (culturas, biomarcadores fúngicos)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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