Paroxetina + Tramadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, rigidez muscular, podendo evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal.
⚙Mecanismo
Ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica: paroxetina inibe a recaptação de serotonina (SERT) de forma potente, e tramadol inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, além de estimular receptores 5-HT. O efeito aditivo pode exceder o limiar para síndrome serotoninérgica, especialmente em doses altas ou em pacientes suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável, usar doses mínimas de tramadol (≤100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de suspeita, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, hidratação).
🔍O que monitorar
Temperatura axilar a cada 4-6h, FC, PA, reflexos tendinosos profundos, clônus ocular/induzível, nível de consciência, CPK sérica se suspeita de rabdomiólise.
↺Alternativas
Usar analgésico sem ação serotoninérgica (ex: morfina, oxicodona, AINEs) ou substituir paroxetina por ISRS com menor risco (citalopram, escitalopram) se analgesia com tramadol for essencial.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter (2003)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Tramadol?
A combinação de Paroxetina com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, rigidez muscular, podendo evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. Evitar associação. Se indispensável, usar doses mínimas de tramadol (≤100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de suspeita, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, hidratação).
Paroxetina e Tramadol interagem?
Sim, Paroxetina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos aumentam a neurotransmissão serotoninérgica: paroxetina inibe a recaptação de serotonina (sert) de forma potente, e tramadol inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, além de estimular receptores 5-ht. o efeito aditivo pode exceder o limiar para síndrome serotoninérgica, especialmente em doses altas ou em pacientes suscetíveis.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, usar doses mínimas de tramadol (≤100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. em caso de suspeita, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, hidratação)..
Qual o risco de Paroxetina com Tramadol?
O risco da associação Paroxetina + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, rigidez muscular, podendo evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência renal. Monitorar: temperatura axilar a cada 4-6h, fc, pa, reflexos tendinosos profundos, clônus ocular/induzível, nível de consciência, cpk sérica se suspeita de rabdomiólise..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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