Paroxetina + Tramadol
⚠O que acontece
Redução significativa da analgesia por menor formação de O-desmetiltramadol; aumento de efeitos adversos do tramadol (náusea, tontura, risco de convulsões) e potencialização do efeito serotoninérgico (tramadol inibe recaptação de serotonina).
⚙Mecanismo
Paroxetina é um inibidor potente e irreversível da CYP2D6 (Ki ≈ 0.5-1.5 μM), enzima responsável pela O-desmetilação do tramadol em seu metabólito ativo O-desmetiltramadol (afinidade 200x maior pelo receptor μ-opioide). A inibição reduz a formação do metabólito ativo em até 70-90%, podendo diminuir a eficácia analgésica e aumentar os níveis plasmáticos de tramadol (substrato com menor atividade), elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes (náusea, tontura, convulsões) e serotoninérgicos.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável, considerar aumentar dose de tramadol com cautela (titular conforme resposta analgésica) ou preferir analgésico não dependente de CYP2D6 (ex: morfina, oxicodona). Monitorar eficácia analgésica e sinais de toxicidade serotoninérgica.
🔍O que monitorar
Avaliar escala de dor (0-10) a cada 24-48h; monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, clônus, hipertermia, taquicardia) e efeitos adversos (náusea, tontura, sonolência).
↺Alternativas
Substituir paroxetina por ISRS com menor inibição de CYP2D6 (ex: citalopram, escitalopram) ou usar analgésico não metabolizado por CYP2D6 (ex: morfina, oxicodona, gabapentina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Tramadol?
A combinação de Paroxetina com Tramadol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa da analgesia por menor formação de O-desmetiltramadol; aumento de efeitos adversos do tramadol (náusea, tontura, risco de convulsões) e potencialização do efeito serotoninérgico (tramadol inibe recaptação de serotonina). Evitar associação. Se indispensável, considerar aumentar dose de tramadol com cautela (titular conforme resposta analgésica) ou preferir analgésico não dependente de CYP2D6 (ex: morfina, oxicodona). Monitorar eficácia analgésica e sinais de toxicidade serotoninérgica.
Paroxetina e Tramadol interagem?
Sim, Paroxetina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve paroxetina é um inibidor potente e irreversível da cyp2d6 (ki ≈ 0.5-1.5 μm), enzima responsável pela o-desmetilação do tramadol em seu metabólito ativo o-desmetiltramadol (afinidade 200x maior pelo receptor μ-opioide). a inibição reduz a formação do metabólito ativo em até 70-90%, podendo diminuir a eficácia analgésica e aumentar os níveis plasmáticos de tramadol (substrato com menor atividade), elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes (náusea, tontura, convulsões) e serotoninérgicos.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, considerar aumentar dose de tramadol com cautela (titular conforme resposta analgésica) ou preferir analgésico não dependente de cyp2d6 (ex: morfina, oxicodona). monitorar eficácia analgésica e sinais de toxicidade serotoninérgica..
Qual o risco de Paroxetina com Tramadol?
O risco da associação Paroxetina + Tramadol é classificado como MODERADA. Redução significativa da analgesia por menor formação de O-desmetiltramadol; aumento de efeitos adversos do tramadol (náusea, tontura, risco de convulsões) e potencialização do efeito serotoninérgico (tramadol inibe recaptação de serotonina). Monitorar: avaliar escala de dor (0-10) a cada 24-48h; monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, clônus, hipertermia, taquicardia) e efeitos adversos (náusea, tontura, sonolência)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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