Paroxetina + Metadona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento dos níveis de metadona com prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita.

Mecanismo

Paroxetina inibe CYP2D6 (Ki ≈ 0.5-1.5 μM), enzima que contribui para o metabolismo da metadona (embora CYP3A4 e CYP2B6 sejam as principais vias). A inibição pode aumentar os níveis de metadona em 20-50%, elevando o risco de prolongamento QTc (metadona bloqueia canais hERG/IKr de forma dose-dependente). Além disso, paroxetina pode inibir fracamente CYP3A4, contribuindo para o acúmulo.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável (ex: terapia de manutenção com metadona), reduzir dose de metadona em 25-50% e monitorar nível sérico (alvo: 100-400 ng/mL). Realizar ECG basal e semanal no primeiro mês.

🔍O que monitorar

ECG com QTc antes do início e a cada 1-2 semanas no primeiro mês, depois mensal; manter K+ > 4.0 mEq/L, Mg2+ > 2.0 mg/dL; monitorar nível sérico de metadona (pico e vale); avaliar sinais de arritmia (palpitações, síncope).

Alternativas

Substituir paroxetina por ISRS com menor potencial de interação (citalopram, escitalopram) ou usar buprenorfina (menor risco de QTc) em vez de metadona.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Paroxetina com Metadona?

A combinação de Paroxetina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de metadona com prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita. Evitar associação. Se indispensável (ex: terapia de manutenção com metadona), reduzir dose de metadona em 25-50% e monitorar nível sérico (alvo: 100-400 ng/mL). Realizar ECG basal e semanal no primeiro mês.

Paroxetina e Metadona interagem?

Sim, Paroxetina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve paroxetina inibe cyp2d6 (ki ≈ 0.5-1.5 μm), enzima que contribui para o metabolismo da metadona (embora cyp3a4 e cyp2b6 sejam as principais vias). a inibição pode aumentar os níveis de metadona em 20-50%, elevando o risco de prolongamento qtc (metadona bloqueia canais herg/ikr de forma dose-dependente). além disso, paroxetina pode inibir fracamente cyp3a4, contribuindo para o acúmulo.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: terapia de manutenção com metadona), reduzir dose de metadona em 25-50% e monitorar nível sérico (alvo: 100-400 ng/ml). realizar ecg basal e semanal no primeiro mês..

Qual o risco de Paroxetina com Metadona?

O risco da associação Paroxetina + Metadona é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de metadona com prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e risco de torsades de pointes, arritmias ventriculares e morte súbita. Monitorar: ecg com qtc antes do início e a cada 1-2 semanas no primeiro mês, depois mensal; manter k+ > 4.0 meq/l, mg2+ > 2.0 mg/dl; monitorar nível sérico de metadona (pico e vale); avaliar sinais de arritmia (palpitações, síncope)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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