Paroxetina + Duloxetina
⚠O que acontece
Aumento de efeitos adversos de duloxetina: náuseas, tontura, sonolência, sudorese. Risco baixo de hepatotoxicidade.
⚙Mecanismo
Paroxetina inibe fortemente CYP2D6 (Ki ~0,05-0,1 μM). Duloxetina é substrato majoritário de CYP2D6 (~50%) e CYP1A2. Aumento esperado de AUC 50-100%.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de duloxetina para 30-40 mg/dia ao iniciar paroxetina. Manter por 7-14 dias e reavaliar.
🔍O que monitorar
Avaliar efeitos adversos em 3-7 dias; TGO/TGP basal e em 4 semanas se sintomas hepáticos.
↺Alternativas
Usar sertralina, escitaloprama ou venlafaxina (com cautela) sem inibição forte de 2D6.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Duloxetina?
A combinação de Paroxetina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento de efeitos adversos de duloxetina: náuseas, tontura, sonolência, sudorese. Risco baixo de hepatotoxicidade. Reduzir dose de duloxetina para 30-40 mg/dia ao iniciar paroxetina. Manter por 7-14 dias e reavaliar.
Paroxetina e Duloxetina interagem?
Sim, Paroxetina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve paroxetina inibe fortemente cyp2d6 (ki ~0,05-0,1 μm). duloxetina é substrato majoritário de cyp2d6 (~50%) e cyp1a2. aumento esperado de auc 50-100%.. A conduta recomendada é: reduzir dose de duloxetina para 30-40 mg/dia ao iniciar paroxetina. manter por 7-14 dias e reavaliar..
Qual o risco de Paroxetina com Duloxetina?
O risco da associação Paroxetina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento de efeitos adversos de duloxetina: náuseas, tontura, sonolência, sudorese. Risco baixo de hepatotoxicidade. Monitorar: avaliar efeitos adversos em 3-7 dias; tgo/tgp basal e em 4 semanas se sintomas hepáticos..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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