Paroxetina + Aripiprazol
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, parkinsonismo, sedação, náusea, e raramente, prolongamento do QTc (embora o aripiprazol tenha baixo risco de TdP, o risco pode aumentar com níveis elevados). Pode ocorrer redução da eficácia se os efeitos adversos levarem à não adesão.
⚙Mecanismo
Interação farmacocinética. A paroxetina é um inibidor potente do CYP2D6 (Ki ~0.5-1 μM). O aripiprazol é metabolizado principalmente pelo CYP2D6 e CYP3A4. Em metabolizadores extensivos (EM) do CYP2D6, a inibição desta via pela paroxetina aumenta a AUC do aripiprazol em aproximadamente 2-3 vezes, com aumento proporcional na meia-vida. Isso pode converter um EM em um fenótipo de metabolizador pobre (PM), levando a níveis plasmáticos elevados.
📋Conduta Clinica
1) Em pacientes EM do CYP2D6 (a maioria da população), reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) ao iniciar paroxetina. 2) Ajustar a dose com base na resposta clínica e tolerabilidade. 3) Se a paroxetina for descontinuada, a dose de aripiprazol deve ser reajustada para cima. 4) Em pacientes PM conhecidos, nenhum ajuste inicial é necessário, mas monitorar.
🔍O que monitorar
1) Monitorar resposta clínica (eficácia e efeitos adversos) semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. 2) Atenção especial a sintomas extrapiramidais (acatisia, rigidez), sedação excessiva e alterações comportamentais. 3) Considerar ECG se houver fatores de risco para QT, mas não é rotina obrigatória.
↺Alternativas
Substituir a paroxetina por um ISRS que não iniba o CYP2D6, como sertralina, citalopram ou escitalopram. Alternativamente, usar um antipsicótico com metabolismo independente do CYP2D6, como a paliperidona.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula do Aripiprazol (FDA); UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Aripiprazol?
A combinação de Paroxetina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, parkinsonismo, sedação, náusea, e raramente, prolongamento do QTc (embora o aripiprazol tenha baixo risco de TdP, o risco pode aumentar com níveis elevados). Pode ocorrer redução da eficácia se os efeitos adversos levarem à não adesão. 1) Em pacientes EM do CYP2D6 (a maioria da população), reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) ao iniciar paroxetina. 2) Ajustar a dose com base na resposta clínica e tolerabilidade. 3) Se a paroxetina for descontinuada, a dose de aripiprazol deve ser reajustada para cima. 4) Em pacientes PM conhecidos, nenhum ajuste inicial é necessário, mas monitorar.
Paroxetina e Aripiprazol interagem?
Sim, Paroxetina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacocinética. a paroxetina é um inibidor potente do cyp2d6 (ki ~0.5-1 μm). o aripiprazol é metabolizado principalmente pelo cyp2d6 e cyp3a4. em metabolizadores extensivos (em) do cyp2d6, a inibição desta via pela paroxetina aumenta a auc do aripiprazol em aproximadamente 2-3 vezes, com aumento proporcional na meia-vida. isso pode converter um em em um fenótipo de metabolizador pobre (pm), levando a níveis plasmáticos elevados.. A conduta recomendada é: 1) em pacientes em do cyp2d6 (a maioria da população), reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg/dia para 5 mg/dia) ao iniciar paroxetina. 2) ajustar a dose com base na resposta clínica e tolerabilidade. 3) se a paroxetina for descontinuada, a dose de aripiprazol deve ser reajustada para cima. 4) em pacientes pm conhecidos, nenhum ajuste inicial é necessário, mas monitorar..
Qual o risco de Paroxetina com Aripiprazol?
O risco da associação Paroxetina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, parkinsonismo, sedação, náusea, e raramente, prolongamento do QTc (embora o aripiprazol tenha baixo risco de TdP, o risco pode aumentar com níveis elevados). Pode ocorrer redução da eficácia se os efeitos adversos levarem à não adesão. Monitorar: 1) monitorar resposta clínica (eficácia e efeitos adversos) semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. 2) atenção especial a sintomas extrapiramidais (acatisia, rigidez), sedação excessiva e alterações comportamentais. 3) considerar ecg se houver fatores de risco para qt, mas não é rotina obrigatória..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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