Paroxetina + Amitriptilina
⚠O que acontece
Toxicidade de antidepressivo tricíclico: sedação, taquicardia, convulsões, prolongamento QTc e risco de arritmia.
⚙Mecanismo
Paroxetina inibe CYP2D6 (forte inibidor). Amitriptilina é substrato majoritário de CYP2D6 (N-desmetilação para nortriptilina). Aumento de níveis 2-4x.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se indispensável: reduzir amitriptilina para 50% da dose (ex: 25-50 mg/dia) e monitorar nível sérico total (amitriptilina + nortriptilina) 100-250 ng/mL.
🔍O que monitorar
Nível sérico em 5-7 dias após ajuste; ECG basal e semanal; sinais de toxicidade anticolinérgica.
↺Alternativas
Usar sertralina ou mirtazapina (sem inibição forte de 2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Amitriptilina?
A combinação de Paroxetina com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade de antidepressivo tricíclico: sedação, taquicardia, convulsões, prolongamento QTc e risco de arritmia. Evitar se possível. Se indispensável: reduzir amitriptilina para 50% da dose (ex: 25-50 mg/dia) e monitorar nível sérico total (amitriptilina + nortriptilina) 100-250 ng/mL.
Paroxetina e Amitriptilina interagem?
Sim, Paroxetina e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve paroxetina inibe cyp2d6 (forte inibidor). amitriptilina é substrato majoritário de cyp2d6 (n-desmetilação para nortriptilina). aumento de níveis 2-4x.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se indispensável: reduzir amitriptilina para 50% da dose (ex: 25-50 mg/dia) e monitorar nível sérico total (amitriptilina + nortriptilina) 100-250 ng/ml..
Qual o risco de Paroxetina com Amitriptilina?
O risco da associação Paroxetina + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Toxicidade de antidepressivo tricíclico: sedação, taquicardia, convulsões, prolongamento QTc e risco de arritmia. Monitorar: nível sérico em 5-7 dias após ajuste; ecg basal e semanal; sinais de toxicidade anticolinérgica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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