Oxicodona + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas (especialmente em idosos), tontura, edema periférico (pregabalina).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: oxicodona (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios e promove sedação; pregabalina (análogo GABA, liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio) reduz liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância P). Efeito aditivo na depressão respiratória (redução da resposta ventilatória à hipóxia/hipercapnia) e sedação (ativação de vias opioides e redução da neurotransmissão excitatória). Magnitude: estudos mostram aumento de 2-4x no risco de depressão respiratória grave quando combinados, especialmente em idosos e doses altas de pregabalina (> 300 mg/dia).
📋Conduta Clinica
Iniciar oxicodona com 50% da dose usual (ex: 5 mg VO a cada 6h). Pregabalina: limitar a 150 mg/dia (dose máxima usual 600 mg/dia). Evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou DPOC grave. Orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay: alvo ≤ 3), frequência respiratória (a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada 4-6h), SpO2 contínua se FR < 10 irpm. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) na primeira semana. Monitorar edema periférico e tontura (especialmente ao levantar).
↺Alternativas
Para dor neuropática: gabapentina (não sedativo em doses baixas) ou duloxetina. Para dor nociceptiva: AINEs ou paracetamol.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Drug Interactions Analysis & Management (Hansten & Horn); estudo: Gomes et al. (2017) Pain Physician
Perguntas Frequentes
Pode tomar Oxicodona com Pregabalina?
A combinação de Oxicodona com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas (especialmente em idosos), tontura, edema periférico (pregabalina). Iniciar oxicodona com 50% da dose usual (ex: 5 mg VO a cada 6h). Pregabalina: limitar a 150 mg/dia (dose máxima usual 600 mg/dia). Evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou DPOC grave. Orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas.
Oxicodona e Pregabalina interagem?
Sim, Oxicodona e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: oxicodona (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios e promove sedação; pregabalina (análogo gaba, liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio) reduz liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina, substância p). efeito aditivo na depressão respiratória (redução da resposta ventilatória à hipóxia/hipercapnia) e sedação (ativação de vias opioides e redução da neurotransmissão excitatória). magnitude: estudos mostram aumento de 2-4x no risco de depressão respiratória grave quando combinados, especialmente em idosos e doses altas de pregabalina (> 300 mg/dia).. A conduta recomendada é: iniciar oxicodona com 50% da dose usual (ex: 5 mg vo a cada 6h). pregabalina: limitar a 150 mg/dia (dose máxima usual 600 mg/dia). evitar coadministração em pacientes com apneia do sono não tratada ou dpoc grave. orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas..
Qual o risco de Oxicodona com Pregabalina?
O risco da associação Oxicodona + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas (especialmente em idosos), tontura, edema periférico (pregabalina). Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay: alvo ≤ 3), frequência respiratória (a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada 4-6h), spo2 contínua se fr < 10 irpm. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) na primeira semana. monitorar edema periférico e tontura (especialmente ao levantar)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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