Omeprazol + Clomipramina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, torsades de pointes), convulsões (clomipramina é o ADT mais epileptogênico), e efeitos anticolinérgicos/ serotoninérgicos graves.
⚙Mecanismo
Omeprazol inibe CYP2C19 (Ki ~2-6 µM), enzima responsável por cerca de 30-40% do metabolismo da clomipramina (principal via: CYP2C19 e CYP2D6). A inibição pode aumentar a AUC da clomipramina em 50-100%, elevando o risco de toxicidade grave.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa terapêutica: 150-300 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). Preferir pantoprazol ou anti-H2. Considerar trocar clomipramina por ISRS (exceto fluvoxamina) ou outro ADT com menor dependência de CYP2C19.
🔍O que monitorar
Dosar nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina após 5-7 dias de coadministração. ECG basal e semanal até estabilização, visando QTc <470 ms homens / <480 ms mulheres. Monitorar sinais de neurotoxicidade (mioclonias, convulsões) e anticolinérgicos.
↺Alternativas
Pantoprazol, famotidina, ou substituir clomipramina por sertralina/escitalopram.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Omeprazol com Clomipramina?
A combinação de Omeprazol com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, torsades de pointes), convulsões (clomipramina é o ADT mais epileptogênico), e efeitos anticolinérgicos/ serotoninérgicos graves. Evitar a associação. Se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa terapêutica: 150-300 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). Preferir pantoprazol ou anti-H2. Considerar trocar clomipramina por ISRS (exceto fluvoxamina) ou outro ADT com menor dependência de CYP2C19.
Omeprazol e Clomipramina interagem?
Sim, Omeprazol e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve omeprazol inibe cyp2c19 (ki ~2-6 µm), enzima responsável por cerca de 30-40% do metabolismo da clomipramina (principal via: cyp2c19 e cyp2d6). a inibição pode aumentar a auc da clomipramina em 50-100%, elevando o risco de toxicidade grave.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável, reduzir dose de clomipramina em 50-75% e monitorar nível sérico (faixa terapêutica: 150-300 ng/ml para clomipramina + desmetilclomipramina). preferir pantoprazol ou anti-h2. considerar trocar clomipramina por isrs (exceto fluvoxamina) ou outro adt com menor dependência de cyp2c19..
Qual o risco de Omeprazol com Clomipramina?
O risco da associação Omeprazol + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de clomipramina, com risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, torsades de pointes), convulsões (clomipramina é o ADT mais epileptogênico), e efeitos anticolinérgicos/ serotoninérgicos graves. Monitorar: dosar nível sérico de clomipramina + desmetilclomipramina após 5-7 dias de coadministração. ecg basal e semanal até estabilização, visando qtc <470 ms homens / <480 ms mulheres. monitorar sinais de neurotoxicidade (mioclonias, convulsões) e anticolinérgicos..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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