Nortriptilina + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentidão psicomotora, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória leve a moderada em pacientes com doença pulmonar prévia.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: nortriptilina bloqueia receptores H1 e muscarínicos, causando sedação; propranolol, altamente lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e pode causar sedação, fadiga e distúrbios do sono por bloqueio beta-adrenérgico central e possível antagonismo serotoninérgico. Efeito aditivo na redução do nível de consciência e desempenho psicomotor.
📋Conduta Clinica
Iniciar com doses baixas e titular lentamente: nortriptilina 10-25 mg à noite, propranolol 20-40 mg/dia em doses divididas. Administrar a maior parte da dose de nortriptilina ao deitar para minimizar sedação diurna. Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay ou RASS se hospitalizado) nas primeiras 2 semanas. Monitorar frequência respiratória e SpO2 em pacientes com DPOC ou apneia do sono. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Questionar sobre sonolência diurna excessiva (escala de Epworth).
↺Alternativas
Substituir propranolol por beta-bloqueador hidrofílico (atenolol, nadolol) com menor penetração no SNC. Para nortriptilina, considerar ADT menos sedativo (desipramina) ou ISRS não-sedativo (sertralina, fluoxetina) se indicado para depressão.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Fick DM, Am J Geriatr Pharmacother 2008.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Nortriptilina com Propranolol?
A combinação de Nortriptilina com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentidão psicomotora, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória leve a moderada em pacientes com doença pulmonar prévia. Iniciar com doses baixas e titular lentamente: nortriptilina 10-25 mg à noite, propranolol 20-40 mg/dia em doses divididas. Administrar a maior parte da dose de nortriptilina ao deitar para minimizar sedação diurna. Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação.
Nortriptilina e Propranolol interagem?
Sim, Nortriptilina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: nortriptilina bloqueia receptores h1 e muscarínicos, causando sedação; propranolol, altamente lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e pode causar sedação, fadiga e distúrbios do sono por bloqueio beta-adrenérgico central e possível antagonismo serotoninérgico. efeito aditivo na redução do nível de consciência e desempenho psicomotor.. A conduta recomendada é: iniciar com doses baixas e titular lentamente: nortriptilina 10-25 mg à noite, propranolol 20-40 mg/dia em doses divididas. administrar a maior parte da dose de nortriptilina ao deitar para minimizar sedação diurna. evitar outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação..
Qual o risco de Nortriptilina com Propranolol?
O risco da associação Nortriptilina + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentidão psicomotora, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória leve a moderada em pacientes com doença pulmonar prévia. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay ou rass se hospitalizado) nas primeiras 2 semanas. monitorar frequência respiratória e spo2 em pacientes com dpoc ou apneia do sono. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. questionar sobre sonolência diurna excessiva (escala de epworth)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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