Naproxeno + Tacrolimus
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda funcional; creatinina sobe 50-100% em 48-72 h.
⚙Mecanismo
Tacrolimo causa vasoconstrição aferente via endotelina e angiotensina II. Naproxeno bloqueia prostaglandinas vasodilatadoras → redução sinérgica do fluxo renal. Risco de AKI 2,5-4×.
📋Conduta Clinica
Evitar AINH em pacientes com tacrolimo. Se indispensável: usar dose mínima (naproxeno 125-250 mg/dia) por ≤3 dias e manter nível de tacrolimo 3-5 ng/mL.
🔍O que monitorar
Creatinina 24-48 h após início; níveis de tacrolimo; pressão arterial e débito urinário.
↺Alternativas
Paracetamol ou tramadol em doses baixas.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Naproxeno com Tacrolimus?
A combinação de Naproxeno com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda funcional; creatinina sobe 50-100% em 48-72 h. Evitar AINH em pacientes com tacrolimo. Se indispensável: usar dose mínima (naproxeno 125-250 mg/dia) por ≤3 dias e manter nível de tacrolimo 3-5 ng/mL.
Naproxeno e Tacrolimus interagem?
Sim, Naproxeno e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve tacrolimo causa vasoconstrição aferente via endotelina e angiotensina ii. naproxeno bloqueia prostaglandinas vasodilatadoras → redução sinérgica do fluxo renal. risco de aki 2,5-4×.. A conduta recomendada é: evitar ainh em pacientes com tacrolimo. se indispensável: usar dose mínima (naproxeno 125-250 mg/dia) por ≤3 dias e manter nível de tacrolimo 3-5 ng/ml..
Qual o risco de Naproxeno com Tacrolimus?
O risco da associação Naproxeno + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda funcional; creatinina sobe 50-100% em 48-72 h. Monitorar: creatinina 24-48 h após início; níveis de tacrolimo; pressão arterial e débito urinário..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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