Furosemida + Lítio

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento de 50-100% nos níveis de lítio com risco de toxicidade grave (tremor, ataxia, convulsão, coma).

Mecanismo

Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.

📋Conduta Clinica

Reduzir dose de lítio em 25-50% ao iniciar furosemida. Dose furosemida máxima 40 mg/dia. Manter hidratação > 2 L/dia.

🔍O que monitorar

Lítio sérico 5-7 dias após qualquer mudança; repetir semanalmente por 1 mês.

Alternativas

Usar tiazídico em dose baixa ou evitar diurético.

📚Referências

UpToDate; Am J Psychiatry

Perguntas Frequentes

Pode tomar Furosemida com Lítio?

A combinação de Furosemida com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Aumento de 50-100% nos níveis de lítio com risco de toxicidade grave (tremor, ataxia, convulsão, coma). Reduzir dose de lítio em 25-50% ao iniciar furosemida. Dose furosemida máxima 40 mg/dia. Manter hidratação > 2 L/dia.

Furosemida e Lítio interagem?

Sim, Furosemida e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.. A conduta recomendada é: reduzir dose de lítio em 25-50% ao iniciar furosemida. dose furosemida máxima 40 mg/dia. manter hidratação > 2 l/dia..

Qual o risco de Furosemida com Lítio?

O risco da associação Furosemida + Lítio é classificado como GRAVE. Aumento de 50-100% nos níveis de lítio com risco de toxicidade grave (tremor, ataxia, convulsão, coma). Monitorar: lítio sérico 5-7 dias após qualquer mudança; repetir semanalmente por 1 mês..

Interações Relacionadas

Furosemida + Lítio

A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.

Grave
Furosemida + Gentamicina

Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.

Grave
Furosemida + Vancomicina

Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.

Grave
Furosemida + Naproxeno

Interação farmacodinâmica: naproxeno inibe COX-1/2, reduzindo prostaglandinas renais (PGE2/PGI2) responsáveis pela vasodilatação da arteríola aferente. Furosemida ativa SRAA e causa depleção volêmica, resultando em queda acentuada da TFG. Magnitude: risco de IRA aumenta 2-4× em idosos, ICC ou desidratados.

Grave

Atualizado em junho/2026

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