Furosemida + Gentamicina
⚠O que acontece
Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA) não oligúrica. A creatinina sérica pode começar a subir após 5-7 dias de terapia combinada, com pico em 10-14 dias. O risco é maior em pacientes idosos, desidratados ou com função renal basal comprometida.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, garantir hidratação vigorosa para manter débito urinário > 1 mL/kg/h. Corrigir hipocalemia e hipomagnesemia. Limitar a duração da terapia combinada ao mínimo necessário. Considerar o uso de gentamicina em dose única diária, que pode ser menos nefrotóxica.
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica e débito urinário diariamente. Dosar eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 24-48h. Monitorar os níveis séricos de vale da gentamicina (alvo < 1 mcg/mL para dose única diária). Suspender ambos os fármacos ao primeiro sinal de IRA (aumento da creatinina > 0.3 mg/dL em 48h).
↺Alternativas
Substituir a gentamicina por um antibiótico não nefrotóxico com espectro similar (ex: ceftazidima, cefepima, piperacilina-tazobactam, ou um carbapenêmico). Se a furosemida for essencial, avaliar a troca por um diurético tiazídico (com menor impacto hemodinâmico renal).
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Sanford Guide to Antimicrobial Therapy 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Furosemida com Gentamicina?
A combinação de Furosemida com Gentamicina apresenta interação de gravidade grave. Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA) não oligúrica. A creatinina sérica pode começar a subir após 5-7 dias de terapia combinada, com pico em 10-14 dias. O risco é maior em pacientes idosos, desidratados ou com função renal basal comprometida. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, garantir hidratação vigorosa para manter débito urinário > 1 mL/kg/h. Corrigir hipocalemia e hipomagnesemia. Limitar a duração da terapia combinada ao mínimo necessário. Considerar o uso de gentamicina em dose única diária, que pode ser menos nefrotóxica.
Furosemida e Gentamicina interagem?
Sim, Furosemida e Gentamicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva. a gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. a furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. a hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável, garantir hidratação vigorosa para manter débito urinário > 1 ml/kg/h. corrigir hipocalemia e hipomagnesemia. limitar a duração da terapia combinada ao mínimo necessário. considerar o uso de gentamicina em dose única diária, que pode ser menos nefrotóxica..
Qual o risco de Furosemida com Gentamicina?
O risco da associação Furosemida + Gentamicina é classificado como GRAVE. Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA) não oligúrica. A creatinina sérica pode começar a subir após 5-7 dias de terapia combinada, com pico em 10-14 dias. O risco é maior em pacientes idosos, desidratados ou com função renal basal comprometida. Monitorar: monitorar creatinina sérica e débito urinário diariamente. dosar eletrólitos (k+, mg2+) a cada 24-48h. monitorar os níveis séricos de vale da gentamicina (alvo < 1 mcg/ml para dose única diária). suspender ambos os fármacos ao primeiro sinal de ira (aumento da creatinina > 0.3 mg/dl em 48h)..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Interação farmacodinâmica: naproxeno inibe COX-1/2, reduzindo prostaglandinas renais (PGE2/PGI2) responsáveis pela vasodilatação da arteríola aferente. Furosemida ativa SRAA e causa depleção volêmica, resultando em queda acentuada da TFG. Magnitude: risco de IRA aumenta 2-4× em idosos, ICC ou desidratados.
Atualizado em junho/2026
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