Furosemida + Vancomicina
⚠O que acontece
Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA). A incidência de IRA pode aumentar de 5-10% (vancomicina isolada) para 20-30% com a coadministração de furosemida. A creatinina sérica pode subir após 4-8 dias de terapia combinada.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, garantir hidratação adequada. Ajustar a dose de vancomicina rigorosamente pelo peso e função renal, utilizando farmacocinética (AUC/MIC) para guiar a terapia. Limitar a duração da terapia combinada. Evitar outros nefrotóxicos concomitantes (AINEs, contraste iodado).
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica e débito urinário diariamente. Dosar níveis de vale de vancomicina antes da 4ª ou 5ª dose e depois a cada 2-3 dias; manter o vale entre 10-15 mcg/mL (ou AUC/MIC 400-600). Suspender ambos os fármacos ao primeiro sinal de IRA (aumento da creatinina > 0.3 mg/dL em 48h).
↺Alternativas
Substituir a vancomicina por um antibiótico não nefrotóxico com cobertura para Gram-positivos (ex: linezolida, daptomicina, ceftarolina). Se a furosemida for essencial, avaliar a troca por um diurético tiazídico (com menor impacto hemodinâmico renal).
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Sanford Guide to Antimicrobial Therapy 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Furosemida com Vancomicina?
A combinação de Furosemida com Vancomicina apresenta interação de gravidade grave. Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA). A incidência de IRA pode aumentar de 5-10% (vancomicina isolada) para 20-30% com a coadministração de furosemida. A creatinina sérica pode subir após 4-8 dias de terapia combinada. Evitar a associação. Se inevitável, garantir hidratação adequada. Ajustar a dose de vancomicina rigorosamente pelo peso e função renal, utilizando farmacocinética (AUC/MIC) para guiar a terapia. Limitar a duração da terapia combinada. Evitar outros nefrotóxicos concomitantes (AINEs, contraste iodado).
Furosemida e Vancomicina interagem?
Sim, Furosemida e Vancomicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva. a vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. a furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. o risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/ml.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, garantir hidratação adequada. ajustar a dose de vancomicina rigorosamente pelo peso e função renal, utilizando farmacocinética (auc/mic) para guiar a terapia. limitar a duração da terapia combinada. evitar outros nefrotóxicos concomitantes (aines, contraste iodado)..
Qual o risco de Furosemida com Vancomicina?
O risco da associação Furosemida + Vancomicina é classificado como GRAVE. Risco elevado de insuficiência renal aguda (IRA). A incidência de IRA pode aumentar de 5-10% (vancomicina isolada) para 20-30% com a coadministração de furosemida. A creatinina sérica pode subir após 4-8 dias de terapia combinada. Monitorar: monitorar creatinina sérica e débito urinário diariamente. dosar níveis de vale de vancomicina antes da 4ª ou 5ª dose e depois a cada 2-3 dias; manter o vale entre 10-15 mcg/ml (ou auc/mic 400-600). suspender ambos os fármacos ao primeiro sinal de ira (aumento da creatinina > 0.3 mg/dl em 48h)..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Interação farmacodinâmica: naproxeno inibe COX-1/2, reduzindo prostaglandinas renais (PGE2/PGI2) responsáveis pela vasodilatação da arteríola aferente. Furosemida ativa SRAA e causa depleção volêmica, resultando em queda acentuada da TFG. Magnitude: risco de IRA aumenta 2-4× em idosos, ICC ou desidratados.
Atualizado em junho/2026
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