Morfina + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, depressão respiratória, comprometimento cognitivo, quedas, risco aumentado de overdose fatal. Efeito mais pronunciado em idosos e insuficientes renais (pregabalina tem excreção renal).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: morfina age em receptores opioides no tronco encefálico reduzindo drive respiratório; pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios e causando sedação. Efeito aditivo na depressão respiratória e cognitiva. Estudos observacionais mostram aumento de 60% no risco de morte por overdose quando gabapentinoides são co-prescritos com opioides.
📋Conduta Clinica
Usar com cautela. Iniciar pregabalina em dose baixa (25-75 mg/dia) e titular lentamente. Reduzir dose de morfina em 25% se sedação ocorrer. Evitar em pacientes com FR < 12 ou clearance de creatinina < 30 mL/min (ajustar dose de pregabalina). Orientar paciente sobre risco de dirigir.
🔍O que monitorar
Monitorar FR e sedação a cada 4h inicialmente. Avaliar função renal (creatinina) antes e durante tratamento. Escala de sedação. Risco de quedas (teste Timed Up and Go).
↺Alternativas
Para dor neuropática: considerar duloxetina, amitriptilina (em baixa dose), ou lidocaína tópica. Para dor nociceptiva: otimizar AINEs e paracetamol.
📚Referências
FDA Drug Safety Communication (2019) sobre gabapentinoides e depressão respiratória; Gomes T et al. PLoS Med 2017;14(10):e1002396; UpToDate 2024.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Morfina com Pregabalina?
A combinação de Morfina com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, depressão respiratória, comprometimento cognitivo, quedas, risco aumentado de overdose fatal. Efeito mais pronunciado em idosos e insuficientes renais (pregabalina tem excreção renal). Usar com cautela. Iniciar pregabalina em dose baixa (25-75 mg/dia) e titular lentamente. Reduzir dose de morfina em 25% se sedação ocorrer. Evitar em pacientes com FR < 12 ou clearance de creatinina < 30 mL/min (ajustar dose de pregabalina). Orientar paciente sobre risco de dirigir.
Morfina e Pregabalina interagem?
Sim, Morfina e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: morfina age em receptores opioides no tronco encefálico reduzindo drive respiratório; pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios e causando sedação. efeito aditivo na depressão respiratória e cognitiva. estudos observacionais mostram aumento de 60% no risco de morte por overdose quando gabapentinoides são co-prescritos com opioides.. A conduta recomendada é: usar com cautela. iniciar pregabalina em dose baixa (25-75 mg/dia) e titular lentamente. reduzir dose de morfina em 25% se sedação ocorrer. evitar em pacientes com fr < 12 ou clearance de creatinina < 30 ml/min (ajustar dose de pregabalina). orientar paciente sobre risco de dirigir..
Qual o risco de Morfina com Pregabalina?
O risco da associação Morfina + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, depressão respiratória, comprometimento cognitivo, quedas, risco aumentado de overdose fatal. Efeito mais pronunciado em idosos e insuficientes renais (pregabalina tem excreção renal). Monitorar: monitorar fr e sedação a cada 4h inicialmente. avaliar função renal (creatinina) antes e durante tratamento. escala de sedação. risco de quedas (teste timed up and go)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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