Morfina + Oxicodona
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave, sedação profunda, miose, coma, íleo paralítico, morte por overdose. Risco particularmente alto em pacientes virgens de opioides ou com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos da morfina).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por agonismo aditivo em receptores μ-opioides. Ambos são agonistas puros com alta afinidade. Efeito aditivo na depressão respiratória, sedação e euforia. A tolerância cruzada é incompleta, então a troca pode levar a sobredose relativa se não ajustada. Oxicodona tem maior biodisponibilidade oral e metabolismo por CYP3A4/2D6, enquanto morfina sofre glucuronidação.
📋Conduta Clinica
Nunca usar concomitantemente como terapia analgésica de rotina. Em rotação de opioides, calcular dose equianalgésica (morfina oral:oxicodona oral ≈ 1:0,5-0,7) e reduzir nova dose em 25-50% por tolerância cruzada incompleta. Iniciar com dose baixa e titular lentamente. Evitar em pacientes com FR < 12 ou SpO2 < 95%.
🔍O que monitorar
Monitorar FR, sedação e SpO2 a cada 2h nas primeiras 24h após rotação. Escala de sedação de Pasero. Avaliar função renal (creatinina) e hepática. Suspender se FR < 10.
↺Alternativas
Usar apenas um opioide de cada vez. Para dor refratária, considerar adjuvantes não opioides (gabapentinoides, AINEs) ou intervenções intervencionistas.
📚Referências
CDC Guideline for Prescribing Opioids (2022); UpToDate 2024; Equianalgesic tables (ASPMN).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Morfina com Oxicodona?
A combinação de Morfina com Oxicodona apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave, sedação profunda, miose, coma, íleo paralítico, morte por overdose. Risco particularmente alto em pacientes virgens de opioides ou com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos da morfina). Nunca usar concomitantemente como terapia analgésica de rotina. Em rotação de opioides, calcular dose equianalgésica (morfina oral:oxicodona oral ≈ 1:0,5-0,7) e reduzir nova dose em 25-50% por tolerância cruzada incompleta. Iniciar com dose baixa e titular lentamente. Evitar em pacientes com FR < 12 ou SpO2 < 95%.
Morfina e Oxicodona interagem?
Sim, Morfina e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo aditivo em receptores μ-opioides. ambos são agonistas puros com alta afinidade. efeito aditivo na depressão respiratória, sedação e euforia. a tolerância cruzada é incompleta, então a troca pode levar a sobredose relativa se não ajustada. oxicodona tem maior biodisponibilidade oral e metabolismo por cyp3a4/2d6, enquanto morfina sofre glucuronidação.. A conduta recomendada é: nunca usar concomitantemente como terapia analgésica de rotina. em rotação de opioides, calcular dose equianalgésica (morfina oral:oxicodona oral ≈ 1:0,5-0,7) e reduzir nova dose em 25-50% por tolerância cruzada incompleta. iniciar com dose baixa e titular lentamente. evitar em pacientes com fr < 12 ou spo2 < 95%..
Qual o risco de Morfina com Oxicodona?
O risco da associação Morfina + Oxicodona é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave, sedação profunda, miose, coma, íleo paralítico, morte por overdose. Risco particularmente alto em pacientes virgens de opioides ou com insuficiência renal (acúmulo de metabólitos ativos da morfina). Monitorar: monitorar fr, sedação e spo2 a cada 2h nas primeiras 24h após rotação. escala de sedação de pasero. avaliar função renal (creatinina) e hepática. suspender se fr < 10..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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