Mirtazapina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica: mirtazapina aumenta liberação de 5-HT via antagonismo α2; venlafaxina inibe SERT e NET (Ki SERT ~80 nM). Risco aditivo de excesso serotoninérgico. Sem envolvimento CYP relevante.
📋Conduta Clinica
Usar com cautela: iniciar mirtazapina 7,5-15 mg + venlafaxina 37,5 mg, titular lentamente. Evitar doses altas combinadas.
🔍O que monitorar
Temperatura, FC, reflexos, clônus, mioclonia e nível de consciência nos primeiros 14 dias (critérios de Hunter).
↺Alternativas
Usar fármaco sem ação serotoninérgica para mesma indicação.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Mirtazapina com Venlafaxina?
A combinação de Mirtazapina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Usar com cautela: iniciar mirtazapina 7,5-15 mg + venlafaxina 37,5 mg, titular lentamente. Evitar doses altas combinadas.
Mirtazapina e Venlafaxina interagem?
Sim, Mirtazapina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica: mirtazapina aumenta liberação de 5-ht via antagonismo α2; venlafaxina inibe sert e net (ki sert ~80 nm). risco aditivo de excesso serotoninérgico. sem envolvimento cyp relevante.. A conduta recomendada é: usar com cautela: iniciar mirtazapina 7,5-15 mg + venlafaxina 37,5 mg, titular lentamente. evitar doses altas combinadas..
Qual o risco de Mirtazapina com Venlafaxina?
O risco da associação Mirtazapina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Monitorar: temperatura, fc, reflexos, clônus, mioclonia e nível de consciência nos primeiros 14 dias (critérios de hunter)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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