Mirtazapina + Tapentadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: clônus, agitação, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Pode ser confundida com abstinência ou sepse.
⚙Mecanismo
Risco de síndrome serotoninérgica: tapentadol é agonista μ-opioide e inibidor da recaptação de noradrenalina (NRI), mas também inibe fracamente SERT (IC50 ~2.4 μM). Mirtazapina inibe SERT (IC50 ~1000 nM) e antagoniza 5-HT2A/2C. Embora ambos sejam inibidores fracos, a combinação de dois agentes serotoninérgicos pode desencadear toxicidade, especialmente em doses altas ou em pacientes com polimorfismos de CYP2D6. Relatos de caso na literatura (n=8).
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação. Se inevitável: tapentadol ≤200mg/dia (dose máxima) e mirtazapina ≤30mg/dia. Aplicar Critérios de Hunter antes de prescrever e a cada ajuste. Suspender imediatamente se sintomas. Tratamento: benzodiazepínicos (diazepam 5-10mg IV) e ciproeptadina 12mg VO se necessário.
🔍O que monitorar
Avaliar Critérios de Hunter a cada consulta. Medir temperatura, FC, PA. Observar clônus ocular induzível e espontâneo. Monitorar CPK e função renal se suspeita de rabdomiólise.
↺Alternativas
Para dor: morfina, oxicodona (sem ação serotoninérgica significativa), ou buprenorfina. Para depressão: bupropiona, agomelatina, ou psicoterapia.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Criteria; Pain Physician 2018; 21(2): E119-E128
Perguntas Frequentes
Pode tomar Mirtazapina com Tapentadol?
A combinação de Mirtazapina com Tapentadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: clônus, agitação, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Pode ser confundida com abstinência ou sepse. Evitar a combinação. Se inevitável: tapentadol ≤200mg/dia (dose máxima) e mirtazapina ≤30mg/dia. Aplicar Critérios de Hunter antes de prescrever e a cada ajuste. Suspender imediatamente se sintomas. Tratamento: benzodiazepínicos (diazepam 5-10mg IV) e ciproeptadina 12mg VO se necessário.
Mirtazapina e Tapentadol interagem?
Sim, Mirtazapina e Tapentadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve risco de síndrome serotoninérgica: tapentadol é agonista μ-opioide e inibidor da recaptação de noradrenalina (nri), mas também inibe fracamente sert (ic50 ~2.4 μm). mirtazapina inibe sert (ic50 ~1000 nm) e antagoniza 5-ht2a/2c. embora ambos sejam inibidores fracos, a combinação de dois agentes serotoninérgicos pode desencadear toxicidade, especialmente em doses altas ou em pacientes com polimorfismos de cyp2d6. relatos de caso na literatura (n=8).. A conduta recomendada é: evitar a combinação. se inevitável: tapentadol ≤200mg/dia (dose máxima) e mirtazapina ≤30mg/dia. aplicar critérios de hunter antes de prescrever e a cada ajuste. suspender imediatamente se sintomas. tratamento: benzodiazepínicos (diazepam 5-10mg iv) e ciproeptadina 12mg vo se necessário..
Qual o risco de Mirtazapina com Tapentadol?
O risco da associação Mirtazapina + Tapentadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: clônus, agitação, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Pode ser confundida com abstinência ou sepse. Monitorar: avaliar critérios de hunter a cada consulta. medir temperatura, fc, pa. observar clônus ocular induzível e espontâneo. monitorar cpk e função renal se suspeita de rabdomiólise..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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