Mirtazapina + Sumatriptano

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Risco baixo a moderado de síndrome serotoninérgica, geralmente leve: agitação, taquicardia, diaforese, tremor, hiperreflexia. Mioclonia, hipertermia e rigidez são raros. A maioria dos casos relatados envolve polifarmácia ou doses elevadas.

Mecanismo

Mirtazapina aumenta a neurotransmissão serotoninérgica indiretamente via antagonismo de autorreceptores alfa-2 adrenérgicos, aumentando a liberação de serotonina (5-HT) na fenda sináptica, mas também bloqueia receptores 5-HT2 e 5-HT3, o que teoricamente reduz o risco de síndrome serotoninérgica clássica. Sumatriptano é um agonista seletivo dos receptores 5-HT1B/1D, com ação predominantemente vascular e neuronal periférica, e penetração limitada no SNC. A combinação resulta em um risco aditivo teórico de toxicidade serotoninérgica, mas a magnitude do efeito é baixa devido ao perfil antagonista da mirtazapina e à seletividade do sumatriptano. A inibição fraca da CYP1A2 pela mirtazapina (IC50 > 10 μM) não altera significativamente a farmacocinética do sumatriptano, que é metabolizado pela MAO-A.

📋Conduta Clinica

A combinação pode ser usada com cautela. Iniciar com doses mínimas eficazes. Educar o paciente sobre sinais de alerta de síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, taquicardia, febre). Se sintomas surgirem, suspender um ou ambos os fármacos. Não é necessária contraindicação absoluta.

🔍O que monitorar

Avaliar sinais vitais (FC, temperatura) e exame neurológico (clônus, hiperreflexia) no início e após ajustes de dose. Aplicar Critérios de Hunter se houver suspeita clínica.

Alternativas

Para cefaleia, considerar analgésicos não serotoninérgicos (AINEs, paracetamol) ou triptanos com menor risco teórico (eletriptano, que tem perfil mais seletivo). Para insônia/depressão, manter mirtazapina se bem tolerada.

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, N Engl J Med 2005; 352:1112-20.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Mirtazapina com Sumatriptano?

A combinação de Mirtazapina com Sumatriptano apresenta interação de gravidade moderada. Risco baixo a moderado de síndrome serotoninérgica, geralmente leve: agitação, taquicardia, diaforese, tremor, hiperreflexia. Mioclonia, hipertermia e rigidez são raros. A maioria dos casos relatados envolve polifarmácia ou doses elevadas. A combinação pode ser usada com cautela. Iniciar com doses mínimas eficazes. Educar o paciente sobre sinais de alerta de síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, taquicardia, febre). Se sintomas surgirem, suspender um ou ambos os fármacos. Não é necessária contraindicação absoluta.

Mirtazapina e Sumatriptano interagem?

Sim, Mirtazapina e Sumatriptano possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve mirtazapina aumenta a neurotransmissão serotoninérgica indiretamente via antagonismo de autorreceptores alfa-2 adrenérgicos, aumentando a liberação de serotonina (5-ht) na fenda sináptica, mas também bloqueia receptores 5-ht2 e 5-ht3, o que teoricamente reduz o risco de síndrome serotoninérgica clássica. sumatriptano é um agonista seletivo dos receptores 5-ht1b/1d, com ação predominantemente vascular e neuronal periférica, e penetração limitada no snc. a combinação resulta em um risco aditivo teórico de toxicidade serotoninérgica, mas a magnitude do efeito é baixa devido ao perfil antagonista da mirtazapina e à seletividade do sumatriptano. a inibição fraca da cyp1a2 pela mirtazapina (ic50 > 10 μm) não altera significativamente a farmacocinética do sumatriptano, que é metabolizado pela mao-a.. A conduta recomendada é: a combinação pode ser usada com cautela. iniciar com doses mínimas eficazes. educar o paciente sobre sinais de alerta de síndrome serotoninérgica (agitação, confusão, taquicardia, febre). se sintomas surgirem, suspender um ou ambos os fármacos. não é necessária contraindicação absoluta..

Qual o risco de Mirtazapina com Sumatriptano?

O risco da associação Mirtazapina + Sumatriptano é classificado como MODERADA. Risco baixo a moderado de síndrome serotoninérgica, geralmente leve: agitação, taquicardia, diaforese, tremor, hiperreflexia. Mioclonia, hipertermia e rigidez são raros. A maioria dos casos relatados envolve polifarmácia ou doses elevadas. Monitorar: avaliar sinais vitais (fc, temperatura) e exame neurológico (clônus, hiperreflexia) no início e após ajustes de dose. aplicar critérios de hunter se houver suspeita clínica..

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Atualizado em junho/2026

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