Mirtazapina + Propranolol
⚠O que acontece
Sonolência diurna leve, fadiga, tontura. Risco de quedas em idosos frágeis.
⚙Mecanismo
Mirtazapina: sedação por antagonismo H1 (mais pronunciada em doses <15 mg). Propranolol: β-bloqueador lipofílico que cruza barreira hematoencefálica, podendo causar sedação leve e distúrbios do sono. Efeito aditivo discreto, geralmente sem significância clínica grave.
📋Conduta Clinica
Administrar mirtazapina à noite. Usar propranolol em doses divididas. Alertar sobre sonolência inicial (primeiras 2 semanas). Evitar outros depressores do SNC.
🔍O que monitorar
Avaliar sonolência diurna (escala de Epworth) e risco de quedas em idosos. Sem necessidade de exames específicos.
↺Alternativas
Substituir propranolol por atenolol (β-bloqueador hidrofílico, menor penetração SNC) ou mirtazapina por ISRS não sedativo.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Beers Criteria 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Mirtazapina com Propranolol?
A combinação de Mirtazapina com Propranolol apresenta interação de gravidade leve. Sonolência diurna leve, fadiga, tontura. Risco de quedas em idosos frágeis. Administrar mirtazapina à noite. Usar propranolol em doses divididas. Alertar sobre sonolência inicial (primeiras 2 semanas). Evitar outros depressores do SNC.
Mirtazapina e Propranolol interagem?
Sim, Mirtazapina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve mirtazapina: sedação por antagonismo h1 (mais pronunciada em doses <15 mg). propranolol: β-bloqueador lipofílico que cruza barreira hematoencefálica, podendo causar sedação leve e distúrbios do sono. efeito aditivo discreto, geralmente sem significância clínica grave.. A conduta recomendada é: administrar mirtazapina à noite. usar propranolol em doses divididas. alertar sobre sonolência inicial (primeiras 2 semanas). evitar outros depressores do snc..
Qual o risco de Mirtazapina com Propranolol?
O risco da associação Mirtazapina + Propranolol é classificado como LEVE. Sonolência diurna leve, fadiga, tontura. Risco de quedas em idosos frágeis. Monitorar: avaliar sonolência diurna (escala de epworth) e risco de quedas em idosos. sem necessidade de exames específicos..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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