Metronidazol + Glibenclamida
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando a hipoglicemia grave (glicemia < 50 mg/dL), neuroglicopenia, confusão, coma. Risco aumentado em jejum, exercício ou consumo de álcool.
⚙Mecanismo
Metronidazol é um inibidor moderado a potente da CYP2C9 (Ki ≈ 5-10 μM, mas com evidência clínica de inibição significativa). Glibenclamida é metabolizada quase exclusivamente pela CYP2C9 (frações de extração hepática intermediária). A inibição pode aumentar a AUC da glibenclamida em 50-100%, com relatos de aumento de 2-3 vezes na concentração plasmática. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos e pacientes com insuficiência renal.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir a dose da glibenclamida em 50% no início do metronidazol e titular conforme glicemia capilar. Preferir metronidazol tópico (vaginal) se indicado, pois a absorção sistêmica é mínima. Orientar paciente sobre sinais de hipoglicemia e necessidade de monitorização frequente.
🔍O que monitorar
Monitorar glicemia capilar 4x/dia (pré-principais refeições e ao deitar) durante o uso concomitante e por 48h após término do metronidazol. Atentar para sintomas adrenérgicos (tremor, sudorese) e neuroglicopênicos (confusão).
↺Alternativas
Substituir glibenclamida por insulina durante o curso do metronidazol, ou usar outro antimicrobiano não inibidor da CYP2C9 (ex: amoxicilina, ciprofloxacino). Se metronidazol for essencial, considerar sulfonilureia de curta ação (glipizida) com ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Diabetes Care 2002;25:1231-6 (relato de caso); Eur J Clin Pharmacol 2001;57:31-5
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metronidazol com Glibenclamida?
A combinação de Metronidazol com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando a hipoglicemia grave (glicemia < 50 mg/dL), neuroglicopenia, confusão, coma. Risco aumentado em jejum, exercício ou consumo de álcool. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: reduzir a dose da glibenclamida em 50% no início do metronidazol e titular conforme glicemia capilar. Preferir metronidazol tópico (vaginal) se indicado, pois a absorção sistêmica é mínima. Orientar paciente sobre sinais de hipoglicemia e necessidade de monitorização frequente.
Metronidazol e Glibenclamida interagem?
Sim, Metronidazol e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve metronidazol é um inibidor moderado a potente da cyp2c9 (ki ≈ 5-10 μm, mas com evidência clínica de inibição significativa). glibenclamida é metabolizada quase exclusivamente pela cyp2c9 (frações de extração hepática intermediária). a inibição pode aumentar a auc da glibenclamida em 50-100%, com relatos de aumento de 2-3 vezes na concentração plasmática. isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos e pacientes com insuficiência renal.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: reduzir a dose da glibenclamida em 50% no início do metronidazol e titular conforme glicemia capilar. preferir metronidazol tópico (vaginal) se indicado, pois a absorção sistêmica é mínima. orientar paciente sobre sinais de hipoglicemia e necessidade de monitorização frequente..
Qual o risco de Metronidazol com Glibenclamida?
O risco da associação Metronidazol + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando a hipoglicemia grave (glicemia < 50 mg/dL), neuroglicopenia, confusão, coma. Risco aumentado em jejum, exercício ou consumo de álcool. Monitorar: monitorar glicemia capilar 4x/dia (pré-principais refeições e ao deitar) durante o uso concomitante e por 48h após término do metronidazol. atentar para sintomas adrenérgicos (tremor, sudorese) e neuroglicopênicos (confusão)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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