Metronidazol + Celecoxibe

LeveBaixo risco — geralmente não requer intervenção
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O que acontece

Aumento discreto nos níveis plasmáticos de celecoxibe, com risco teórico de nefrotoxicidade (redução da filtração glomerular mediada por prostaglandinas) e retenção hídrica. O risco é baixo em pacientes hígidos usando doses padrão por curto período.

Mecanismo

Metronidazol é um inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ≈ 5-10 μM). Celecoxibe é metabolizado principalmente pela CYP2C9 (frações de extração hepática baixa a moderada). A inibição pode reduzir a depuração do celecoxibe em 20-30%, aumentando a AUC em aproximadamente 1,3 a 1,5 vezes. A magnitude do efeito é pequena e geralmente não requer ajuste de dose, mas pode ser relevante em pacientes com fatores de risco para toxicidade por AINEs (idade avançada, insuficiência renal, desidratação).

📋Conduta Clinica

Não é necessário evitar a combinação. Usar a menor dose eficaz de celecoxibe pelo menor tempo possível. Em pacientes com TFG < 60 mL/min, idosos ou em uso concomitante de IECA/BRA, considerar redução empírica de 25% na dose do celecoxibe. Hidratação adequada.

🔍O que monitorar

Monitorar creatinina sérica e débito urinário no início e após 3-5 dias de uso concomitante em pacientes de risco. Monitorar pressão arterial e sinais de retenção hídrica (edema, dispneia).

Alternativas

Considerar analgésicos não AINEs (paracetamol, dipirona) ou AINEs com menor dependência de CYP2C9 (naproxeno, ibuprofeno em baixas doses).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos in vitro de inibição CYP2C9 por metronidazol (Drug Metab Dispos 2000;28:1218-23)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Metronidazol com Celecoxibe?

A combinação de Metronidazol com Celecoxibe apresenta interação de gravidade leve. Aumento discreto nos níveis plasmáticos de celecoxibe, com risco teórico de nefrotoxicidade (redução da filtração glomerular mediada por prostaglandinas) e retenção hídrica. O risco é baixo em pacientes hígidos usando doses padrão por curto período. Não é necessário evitar a combinação. Usar a menor dose eficaz de celecoxibe pelo menor tempo possível. Em pacientes com TFG < 60 mL/min, idosos ou em uso concomitante de IECA/BRA, considerar redução empírica de 25% na dose do celecoxibe. Hidratação adequada.

Metronidazol e Celecoxibe interagem?

Sim, Metronidazol e Celecoxibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve metronidazol é um inibidor moderado da cyp2c9 (ki ≈ 5-10 μm). celecoxibe é metabolizado principalmente pela cyp2c9 (frações de extração hepática baixa a moderada). a inibição pode reduzir a depuração do celecoxibe em 20-30%, aumentando a auc em aproximadamente 1,3 a 1,5 vezes. a magnitude do efeito é pequena e geralmente não requer ajuste de dose, mas pode ser relevante em pacientes com fatores de risco para toxicidade por aines (idade avançada, insuficiência renal, desidratação).. A conduta recomendada é: não é necessário evitar a combinação. usar a menor dose eficaz de celecoxibe pelo menor tempo possível. em pacientes com tfg < 60 ml/min, idosos ou em uso concomitante de ieca/bra, considerar redução empírica de 25% na dose do celecoxibe. hidratação adequada..

Qual o risco de Metronidazol com Celecoxibe?

O risco da associação Metronidazol + Celecoxibe é classificado como LEVE. Aumento discreto nos níveis plasmáticos de celecoxibe, com risco teórico de nefrotoxicidade (redução da filtração glomerular mediada por prostaglandinas) e retenção hídrica. O risco é baixo em pacientes hígidos usando doses padrão por curto período. Monitorar: monitorar creatinina sérica e débito urinário no início e após 3-5 dias de uso concomitante em pacientes de risco. monitorar pressão arterial e sinais de retenção hídrica (edema, dispneia)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
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Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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