Metotrexato + Vancomicina
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48 horas ou ≥ 1,5 vezes o basal em 7 dias, conforme critérios KDIGO. Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e dano renal permanente. O risco é maior em pacientes com desidratação, uso de outros nefrotóxicos (AINEs, contraste iodado) ou disfunção renal prévia.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. O metotrexato e seu metabólito 7-hidroximetotrexato precipitam nos túbulos renais, causando obstrução intratubular e necrose tubular aguda, especialmente em pH urinário ácido (< 5,5). A vancomicina causa nefrotoxicidade por estresse oxidativo e inflamação tubular, especialmente em doses altas (níveis séricos > 20 μg/mL) ou uso prolongado. A combinação pode resultar em dano renal sinérgico, com aumento rápido da creatinina sérica (dobrando em 3-7 dias) e risco de IRA oligúrica. A eliminação do metotrexato é dependente da função renal, e a IRA pode levar a níveis tóxicos de metotrexato, causando mielossupressão, mucosite e hepatotoxicidade.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação quando possível. Se indispensável, garantir hidratação agressiva (solução salina 0,9% 2-3 mL/kg/h) e alcalinização urinária (bicarbonato de sódio IV para manter pH urinário > 7,0) antes e durante a administração de metotrexato. Ajustar dose de vancomicina para níveis séricos de 15-20 μg/mL e metotrexato conforme TFG. Monitorar diariamente. Suspender vancomicina se creatinina aumentar > 50% do basal. Evitar outros nefrotóxicos.
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e débito urinário diários. pH urinário a cada 4-6 horas durante infusão de metotrexato. Eletrólitos (Na+, K+, Cl-, HCO3-) a cada 12-24h. Peso diário para avaliar balanço hídrico. Níveis séricos de metotrexato em 24h, 48h e 72h após administração. Níveis séricos de vancomicina (vale) a cada 2-3 dias. Urinálise com pesquisa de cristais e cilindros granulosos semanalmente. Se creatinina > 2 mg/dL ou oligúria, considerar ultrassonografia renal e início de hemodiálise de urgência.
↺Alternativas
Substituir vancomicina por outro antibiótico sem nefrotoxicidade (ex.: linezolida, daptomicina, se sensibilidade permitir) ou metotrexato por outro imunossupressor (ex.: azatioprina, micofenolato) se possível.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2012; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Clin Infect Dis 2020; 71(3):704-712
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metotrexato com Vancomicina?
A combinação de Metotrexato com Vancomicina apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48 horas ou ≥ 1,5 vezes o basal em 7 dias, conforme critérios KDIGO. Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e dano renal permanente. O risco é maior em pacientes com desidratação, uso de outros nefrotóxicos (AINEs, contraste iodado) ou disfunção renal prévia. Evitar a associação quando possível. Se indispensável, garantir hidratação agressiva (solução salina 0,9% 2-3 mL/kg/h) e alcalinização urinária (bicarbonato de sódio IV para manter pH urinário > 7,0) antes e durante a administração de metotrexato. Ajustar dose de vancomicina para níveis séricos de 15-20 μg/mL e metotrexato conforme TFG. Monitorar diariamente. Suspender vancomicina se creatinina aumentar > 50% do basal. Evitar outros nefrotóxicos.
Metotrexato e Vancomicina interagem?
Sim, Metotrexato e Vancomicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. o metotrexato e seu metabólito 7-hidroximetotrexato precipitam nos túbulos renais, causando obstrução intratubular e necrose tubular aguda, especialmente em ph urinário ácido (< 5,5). a vancomicina causa nefrotoxicidade por estresse oxidativo e inflamação tubular, especialmente em doses altas (níveis séricos > 20 μg/ml) ou uso prolongado. a combinação pode resultar em dano renal sinérgico, com aumento rápido da creatinina sérica (dobrando em 3-7 dias) e risco de ira oligúrica. a eliminação do metotrexato é dependente da função renal, e a ira pode levar a níveis tóxicos de metotrexato, causando mielossupressão, mucosite e hepatotoxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a associação quando possível. se indispensável, garantir hidratação agressiva (solução salina 0,9% 2-3 ml/kg/h) e alcalinização urinária (bicarbonato de sódio iv para manter ph urinário > 7,0) antes e durante a administração de metotrexato. ajustar dose de vancomicina para níveis séricos de 15-20 μg/ml e metotrexato conforme tfg. monitorar diariamente. suspender vancomicina se creatinina aumentar > 50% do basal. evitar outros nefrotóxicos..
Qual o risco de Metotrexato com Vancomicina?
O risco da associação Metotrexato + Vancomicina é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda com aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48 horas ou ≥ 1,5 vezes o basal em 7 dias, conforme critérios KDIGO. Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e dano renal permanente. O risco é maior em pacientes com desidratação, uso de outros nefrotóxicos (AINEs, contraste iodado) ou disfunção renal prévia. Monitorar: creatinina sérica e débito urinário diários. ph urinário a cada 4-6 horas durante infusão de metotrexato. eletrólitos (na+, k+, cl-, hco3-) a cada 12-24h. peso diário para avaliar balanço hídrico. níveis séricos de metotrexato em 24h, 48h e 72h após administração. níveis séricos de vancomicina (vale) a cada 2-3 dias. urinálise com pesquisa de cristais e cilindros granulosos semanalmente. se creatinina > 2 mg/dl ou oligúria, considerar ultrassonografia renal e início de hemodiálise de urgência..
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Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
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Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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