Metotrexato + Tacrolimus
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda com elevação rápida da creatinina (pico em 3-5 dias). Aumento do risco de toxicidade por MTX (mucosite grave, mielossupressão) e neurotoxicidade por tacrolimus (tremor, cefaleia) devido ao acúmulo de ambos. Pode ocorrer hipercalemia e acidose metabólica. Risco de progressão para doença renal crônica se exposição prolongada.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos distintos: Metotrexato (MTX) causa dano tubular direto por precipitação de cristais e toxicidade celular, além de vasoconstrição da arteríola aferente. Tacrolimus, um inibidor da calcineurina, induz vasoconstrição das arteríolas aferente e eferente, fibrose intersticial e toxicidade tubular direta dose-dependente. A combinação potencializa a hipoperfusão renal e o dano tubular, com redução sinérgica da TFG. A depuração de MTX pode ser reduzida em 30-60% devido à vasoconstrição mediada por tacrolimus, aumentando a exposição ao MTX e o risco de toxicidade sistêmica. Tacrolimus também pode inibir a P-gp tubular renal, diminuindo a secreção ativa de MTX.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: doença do enxerto contra hospedeiro ou artrite reumatoide refratária): 1) Hidratação agressiva (2-3 L/dia) e alcalinização urinária (pH >7.0) antes e após MTX. 2) Reduzir dose de MTX em 50% e monitorar níveis séricos. 3) Ajustar dose de tacrolimus para manter nível sérico no limite inferior da faixa terapêutica (ex: 5-8 ng/mL). 4) Contraindicado se TFG <45 mL/min/1.73m². 5) Evitar outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos, contraste iodado).
🔍O que monitorar
Creatinina sérica basal e diária por 7 dias, depois 2x/semana. Nível sérico de tacrolimus (vale) 2x/semana, com alvo de 5-8 ng/mL. Níveis séricos de MTX 24h e 48h pós-dose. Débito urinário, eletrólitos (K, Mg) e peso diários. Hemograma completo semanal.
↺Alternativas
Substituir tacrolimus por sirolimus ou everolimus (menor nefrotoxicidade, mas cautela com proteinúria). Para MTX, considerar micofenolato de mofetila ou ciclofosfamida em contextos específicos, com igual monitoramento renal.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Micromedex 2024; Clinical Pharmacokinetics (MTX-Tacrolimus interaction reports)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metotrexato com Tacrolimus?
A combinação de Metotrexato com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda com elevação rápida da creatinina (pico em 3-5 dias). Aumento do risco de toxicidade por MTX (mucosite grave, mielossupressão) e neurotoxicidade por tacrolimus (tremor, cefaleia) devido ao acúmulo de ambos. Pode ocorrer hipercalemia e acidose metabólica. Risco de progressão para doença renal crônica se exposição prolongada. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: doença do enxerto contra hospedeiro ou artrite reumatoide refratária): 1) Hidratação agressiva (2-3 L/dia) e alcalinização urinária (pH >7.0) antes e após MTX. 2) Reduzir dose de MTX em 50% e monitorar níveis séricos. 3) Ajustar dose de tacrolimus para manter nível sérico no limite inferior da faixa terapêutica (ex: 5-8 ng/mL). 4) Contraindicado se TFG <45 mL/min/1.73m². 5) Evitar outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos, contraste iodado).
Metotrexato e Tacrolimus interagem?
Sim, Metotrexato e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos distintos: metotrexato (mtx) causa dano tubular direto por precipitação de cristais e toxicidade celular, além de vasoconstrição da arteríola aferente. tacrolimus, um inibidor da calcineurina, induz vasoconstrição das arteríolas aferente e eferente, fibrose intersticial e toxicidade tubular direta dose-dependente. a combinação potencializa a hipoperfusão renal e o dano tubular, com redução sinérgica da tfg. a depuração de mtx pode ser reduzida em 30-60% devido à vasoconstrição mediada por tacrolimus, aumentando a exposição ao mtx e o risco de toxicidade sistêmica. tacrolimus também pode inibir a p-gp tubular renal, diminuindo a secreção ativa de mtx.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex: doença do enxerto contra hospedeiro ou artrite reumatoide refratária): 1) hidratação agressiva (2-3 l/dia) e alcalinização urinária (ph >7.0) antes e após mtx. 2) reduzir dose de mtx em 50% e monitorar níveis séricos. 3) ajustar dose de tacrolimus para manter nível sérico no limite inferior da faixa terapêutica (ex: 5-8 ng/ml). 4) contraindicado se tfg <45 ml/min/1.73m². 5) evitar outros nefrotóxicos (aines, aminoglicosídeos, contraste iodado)..
Qual o risco de Metotrexato com Tacrolimus?
O risco da associação Metotrexato + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda com elevação rápida da creatinina (pico em 3-5 dias). Aumento do risco de toxicidade por MTX (mucosite grave, mielossupressão) e neurotoxicidade por tacrolimus (tremor, cefaleia) devido ao acúmulo de ambos. Pode ocorrer hipercalemia e acidose metabólica. Risco de progressão para doença renal crônica se exposição prolongada. Monitorar: creatinina sérica basal e diária por 7 dias, depois 2x/semana. nível sérico de tacrolimus (vale) 2x/semana, com alvo de 5-8 ng/ml. níveis séricos de mtx 24h e 48h pós-dose. débito urinário, eletrólitos (k, mg) e peso diários. hemograma completo semanal..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.