Metadona + Venlafaxina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica (agitação, clônus, hipertermia >38°C, diaforese).
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: metadona inibe fracamente recaptação de 5-HT; venlafaxina inibe SERT (IC50 ~80 nM). Risco maior em doses altas ou adição rápida.
📋Conduta Clinica
Evitar ou reduzir 25-50% das doses iniciais. Iniciar venlafaxina 37.5 mg/dia. Se associação inevitável, monitorar 48-72h após início ou aumento de dose.
🔍O que monitorar
Aplicar critérios de Hunter diariamente nos primeiros 3 dias, depois semanal. Temperatura, FC, clônus, reflexos, diaforese.
↺Alternativas
Usar bupropiona ou mirtazapina (baixo risco serotoninérgico).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metadona com Venlafaxina?
A combinação de Metadona com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica (agitação, clônus, hipertermia >38°C, diaforese). Evitar ou reduzir 25-50% das doses iniciais. Iniciar venlafaxina 37.5 mg/dia. Se associação inevitável, monitorar 48-72h após início ou aumento de dose.
Metadona e Venlafaxina interagem?
Sim, Metadona e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: metadona inibe fracamente recaptação de 5-ht; venlafaxina inibe sert (ic50 ~80 nm). risco maior em doses altas ou adição rápida.. A conduta recomendada é: evitar ou reduzir 25-50% das doses iniciais. iniciar venlafaxina 37.5 mg/dia. se associação inevitável, monitorar 48-72h após início ou aumento de dose..
Qual o risco de Metadona com Venlafaxina?
O risco da associação Metadona + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica (agitação, clônus, hipertermia >38°C, diaforese). Monitorar: aplicar critérios de hunter diariamente nos primeiros 3 dias, depois semanal. temperatura, fc, clônus, reflexos, diaforese..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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